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Policiais anti-motim protegem o prédio do Reichtag em Belim Policiais anti-motim protegem o prédio do Reichtag em Belim  (ANSA)

Estar juntos como sociedade, mesmo com diferenças de opinião, pedem bispos alemães

“Como cidadãos e como cristãos, devemos trabalhar pacificamente para proteger a nossa democracia. Desvios como os ocorridos em Berlim no último final de semana não devem se repetir", disse Dom George Bätzing, ao comentar as manifestações organizadas por ativistas do movimento contra o uso de máscaras protetoras.

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Surpresa e decepção: estes são os sentimentos expressos pelo presidente da Conferência Episcopal alemã, Dom George Bätzing, que em um comunicado publicado no site do Episcopado alemão, deplora os fatos ocorridos em Berlim no 29 de agosto.

No sábado, de fato, um grupo de manifestantes contrários ao uso obrigatório de máscaras - os chamados ativistas do movimento “No mask” - se manifestaram na capital alemã tentando entrar à força na sede do Parlamento, o Reichstag.

Unânime a condenação, inicialmente do mundo político alemão, seguida pela internacional, tanto que a chanceler Angela Merkel falou em "abuso do direito de manifestação".

A estas vozes, soma-se a dos bispos alemães: "Fiquei chocado com os crescentes protestos no último fim de semana em Berlim. Os direitos fundamentais à liberdade de expressão e de reunião estão fora de discussão, mas as cenas diante do Bundestag alemão são inaceitáveis”, escreveu o presidente do episcopado na nota.

“Como cidadãos e como cristãos, devemos trabalhar pacificamente para proteger a nossa democracia. Desvios como os ocorridos em Berlim no último final de semana não devem se repetir. Como sociedade, devemos estar juntos, independentemente de todas as diferenças de opinião”, concluiu Dom Bätzing.

Vatican News Service - RB

01 setembro 2020, 07:13