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 Cardeal Manuel Clemente, durante a Missa Cardeal Manuel Clemente, durante a Missa 

Patriarca de Lisboa: Acolhimento “uma missão para todos os dias”

D. Manuel Clemente assinalou Dia Mundial do Migrante e do Refugiado na paróquia da Buraca, na Vigararia da Amadora, na periferia da capital portuguesa.

Domingos Pinto - Lisboa

“Cristo está à nossa espera, precisamente onde veio ao nosso encontro: nos outros, nos mais pobres, nos mais pequenos, nos mais desamparados. Quando nós os acolhemos, é o próprio Cristo que acolhemos. E isto é a maior conversão que nós temos que fazer, porque isto acontece todos os dias”.

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Palavras do Cardeal Patriarca de Lisboa na homilia da missa que celebrou este domingo, 27 de setembro, na paróquia da Buraca, na Vigararia da Amadora, na periferia da capital portuguesa.

D. Manuel Clemente destacou a complexidade da realidade migratória, que faz com que, diariamente, cheguem “à porta da Europa muitas pessoas à procura daquilo que não têm”, exortando neste contexto os cristãos a “fazer muito mais”, seguindo o exemplo de Cristo, “indo ao encontro dos outros, sobretudo daqueles que mais precisam de ser acompanhados”.

 O Cardeal-Patriarca de Lisboa escolheu as paróquias da Buraca e da Damaia para assinalar o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, oportunidade para recordar todos aqueles que, há 60, 70 anos deixaram as suas origens, em Portugal e África, para ali procurarem “um melhor futuro para todos”.

“Este é um bom local para nós sermos cristãos a sério, para nós aprendermos que este mundo que Deus nos oferece é um mundo de todos para todos!”, disse D. Manuel Clemente que lembrou a presença de Deus,” sobretudo naqueles com quem Cristo mais se identificou: os mais pobres e os mais necessitados. É preciso saber que quando nós lhes damos atenção, damos atenção a Cristo. Aí é que sabemos o que Deus pensa e o que Deus quer”.

“Sobretudo, é necessário que nós, se somos discípulos de Cristo, aprendamos esta lição que os primeiros cristãos já cantavam: ‘Ele era de condição divina, vivia com Deus Pai, mas não ficou por lá, nas alturas. Veio ao nosso encontro, até ao mais pobre e desprezado, até à Cruz’”, referiu D. Manuel Clemente numa referência à segunda leitura deste XXVI Domingo do Tempo Comum.

“Esta é uma missão para todos os dias”, sublinhou ainda D. Manuel Clemente que pediu aos cristãos para perceberem “a maneira de trabalhar de Deus e a maneira de Deus estar connosco”.

28 setembro 2020, 13:46