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Campanha juvenil da Missio Austria em favor dos jovens nos países pobres

A tradicional campanha da Missio Austria e da Katholischen Jugend Österreich (Kjö) dirigida aos jovens é um "forte sinal forte sinal, missionário e sustentável", de tornar palpável o amor cristão ao próximo e a responsabilidade social. Muitos são os projetos promovidos pela iniciativa, entre os quais aqueles relacionados ao apoio às ex-crianças-soldados no Haiti e à educação escolar de menores empregados nas minas de Burkina Faso.

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Milhares de crianças e jovens de mais de mil paróquias e quatrocentas escolas em toda a Áustria oferecerão mais uma vez neste ano sua contribuição e compromisso aos seus pares na África, Ásia e América Latina.

Com efeito, no início de outubro – com a abertura em 23 de setembro em Viena, em frente à Catedral de Santo Estêvão – renova-se o encontro com a tradicional campanha da Missio Austria e da Katholischen Jugend Österreich (Kjö) dirigida aos jovens.

A iniciativa, com a qual os jovens vendem produtos de confeitaria cujo valor arrecadado é revertido para projetos em favor de países do terceiro mundo, visa lançar um “forte sinal, missionário e sustentável e tornar palpável nosso amor cristão ao próximo e nossa responsabilidade social”, destaca padre Karl Wallner, diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias na Áustria.

O evento é também uma forma de fazer "o dobro de bem" - como sustentaram os dirigentes da Missio Austria em referência aos que apoiam a campanha - pois com a compra e venda de produtos de comércio equo e solidário por um lado, se realiza concretamente um exemplo de justiça social nas áreas mais pobres da Terra. Por outro lado, as receitas obtidas beneficiam as crianças e os jovens dessas áreas.

Também aqueles que produzem produtos orgânicos em apoio às várias formas de pobreza poderão se beneficiar com a campanha, explicou o consultor de desenvolvimento e política ambiental da Kjö, Christian Hofmann, destacando como, quando se segue pelo caminho da solidariedade, é "fácil obter grande coisas a partir das pequenas”.

Muitos são os projetos promovidos pela iniciativa, entre os quais aqueles relacionados ao apoio às ex-crianças-soldados no Haiti e à educação escolar de menores empregados nas minas de Burkina Faso.

Este último projeto tem por objetivo aliviar a dramática situação das tantas crianças e adolescentes no país africano que são obrigados a trabalhar em condições desumanas, com salários muito modestos e em constante risco à saúde, senão à vida.

Tudo isso acontece porque muitas famílias não podem comprar mochilas, cadernos e roupas adequadas para a escola, explicou um sacerdote da Diocese de Ouahigouya, e por isso é essencial conseguir até mesmo pequenas quantias de dinheiro para tirar os menores de uma condição indigna. "Nenhuma criança deveria ser obrigada a cuidar da própria família colocando em risco sua vida”, disse Wallner, reiterando que as salas de aula são o lugar natural onde crescer serenamente.

Já o projeto concebido para o Instituto de Mbarara, em Uganda, fornece material higiênico e de saúde para os estudantes. Não obstante a construção de um prédio de dois andares, há problemas de superlotação, com consequentes riscos à saúde, principalmente neste período de disseminação do coronavírus. Graças também à colaboração de sacerdotes locais, foi iniciada a construção de instalações hidráulicas e sanitárias separadas.

Discriminação e exclusão social, por outro lado, são os fenômenos que pretende enfrentar o programa elaborado para os jovens indianos Dalits, sistematicamente marginalizados por um sistema de castas que os impede de viver com dignidade, obrigando-os aos trabalhos mais humildes e dificultando o direito à educação.

Um válido apoio, especialmente para as meninas, é dado pelos institutos das Servas Franciscanas do Bom Pastor, atuantes na Itália, Ásia e América Latina, onde se ministra educação escolar e se ensina a usar computadores.

Por fim, a tudo isso soma-se um projeto da Katholischen Jugend Österreich focado no compromisso e na participação juvenil na Áustria em mérito a temas como responsabilidade criativa, sustentabilidade e equidade, com uma cerimônia final de premiação para os mais merecedores.

L’Osservatore Romano

25 setembro 2020, 09:44