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"Deus me permitiu contemplar as maravilhas que ele faz nas pessoas que conheço", diz religiosa comboniana "Deus me permitiu contemplar as maravilhas que ele faz nas pessoas que conheço", diz religiosa comboniana  (ANSA)

Missionários religiosos e leigos testemunham a alegria da missão no Chade

A alegria de ser missionários, em resposta ao chamado do Senhor, emerge dos testemunhos de um sacerdote canadense, uma religiosa espanhola e um casal.

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“Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)” é o tema do Dia Mundial das Missões, que se celebra no dia 18 de outubro. Mas o que significa este convite em termos concretos na vida daqueles que aceitaram o chamado do Senhor? A Agência Fides recolheu as respostas de alguns missionários atuantes no Chade.

Do Canadá à missão no Chade

 

Dom Jean-Claude Bouchard, bispo de Pala, tem 42 anos de vida missionária no país africano. O bispo foi chamado a proclamar o Evangelho longe de sua terra natal, o Canadá, onde foi ordenado em St-Éloi, seu povoado natal, em 30 de agosto de 1969.

“Cheguei ao Chade em janeiro de 1970, designado para a missão Guelendeng, conta ele. Colaborei com o padre Honoré Jouneaux, ex-Prefeito Apostólico. Trabalhamos juntos sete anos antes de eu ser nomeado bispo. Esses sete anos passaram rápido demais e eu fui nomeado bispo cedo demais. Eu me senti como o profeta Jeremias que disse ao Senhor: "Sou muito jovem". Mas tive que responder sim ao Senhor que me chamou pela voz do Papa Paulo VI”.

“A Igreja no Chade – completou - cresceu em quantidade, mas é urgente que cresça em qualidade. Há muitos batismos, mas não há conhecimento o suficiente de Jesus e do compromisso dos batizados na Igreja e na vida do país. Deixemos que as palavras: 'Eis-me aqui, envie-me!' tornem-se a resposta de cada um de nós”.

Casal de leigos: a missão de Cristo é para todos nós e sem distinção

 

O chamado à missão diz respeito a todos os batizados, como evidencia a resposta dos cônjuges Alexis e Rosalie ao chamado da missão aos centros de formação para animadores de casais das comunidades de Bedonné, na diocese de Doba.

“Antes – contam eles -  acreditávamos que a missão era apenas para ocidentais, sacerdotes, religiosas e não para leigos. A celebração do Mês Missionário Extraordinário, em outubro de 2019, com o tema 'Batizados e enviados, Igreja de Cristo em missão no mundo', nos iluminou e nos impulsionou a compreender que a missão de Cristo é para todos nós e sem distinção”.

A família chegou a Bendoné no dia 27 de dezembro de 2019: “Esta experiência faz-nos compreender que também os leigos, em virtude dos dons que foram dados pelo Senhor, constituem um testemunho e ao mesmo tempo um instrumento vivo da missão da Igreja, na medida do dom oferecido pelo Senhor”.

“Agora – disseram ao concluir - quando nos encontramos diante de casais, damos graças a Deus por nos ter chamado para esta grande missão (Fl 2, 8-9). Dizemos, nas palavras do apóstolo Paulo, que ensinar alguém a levá-lo à fé é tarefa de todo pregador e também de todo fiel”.

Missionária comboniana espanhola: continuo a repetir com alegria: "Eis-me aqui: envia-me!"

 

Irmã M. Pilar Justo, Missionária Comboniana, conta que o versículo do profeta Isaías, tema do Dia Mundial das Missões 2020, é o mesmo que ela colocou no cartão de recordação da sua primeira Profissão: “Ao inserir esta frase, quis manifestar o meu desejo de sair em missão. Quando a vi se apresentar novamente no Dia Mundial das Missões este ano, senti uma grande alegria. Fez-me reviver o momento em que me preparava para ser enviada para onde a Congregação queria me enviar”.

Irmã M. Pilar nasceu há 76 anos em uma família de camponeses em um pequeno vilarejo na Espanha e conheceu a atividade missionária na idade escolar: “Também nos disseram – conta ela - que houve missionários que deixaram o país para ir compartilhar o Evangelho com eles. Convidaram-nos a rezar um pelo outro todos os dias, também a fazer sacrifícios, a abrir mão de algo para oferecer os frutos para ajudar tantas outras crianças e adultos a serem batizados. É assim que todos os nossos sacrifícios escritos em um papel e as pequenas moedas economizadas, nós os oferecemos no Dia Mundial das Missões, com muito orgulho de colaborar no batismo de crianças em países distantes. Minha vocação missionária tem raízes neste tempo? Eu acredito que a semente tenha sido semeada, mas antes que a planta nascesse e crescesse quantas coisas aconteceram!”

“Aos poucos, no caminho de aprofundamento da Palavra de Deus ou de ajuda às pessoas – completou a religiosa - o Senhor me fez entender que Ele tinha o seu plano para mim, e que não era aquilo que eu estava construindo. Ele me chamou para ser missionário por toda a vida”, observa.

Irmã Pilar voltou para os Missionários Combonianos e, após os anos de formação, foi enviada ao Chade em 1978, para a Diocese de Sarh. “Encontrei muito o que fazer, mas muita alegria em fazê-lo. A formação dos catequistas, o acompanhamento dos catecúmenos no Batismo encheram-me de alegria em cada Páscoa. Deus me permitiu contemplar as maravilhas que ele faz nas pessoas que conheço. Tenho visto muitas famílias que se tornaram cristãs e muitos jovens do Chade tornam-se padres ou freiras. Quando contemplo esta Igreja, como filha de São Daniel Comboni, só posso pensar: Comboni deve sorrir do céu. Os anos se passaram, mas Deus continua tendo seu plano para mim ... Eu continuo a ter a alegria da missão em meu coração. É por isso que repito continuamente com alegria: "Eis-me aqui: envia-me!".

Agência Fides - EG

30 setembro 2020, 08:38