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Igreja Nossa Senhora da Santa Cruz em Oran, na beatificação dos 12 religiosos mortos durante a guerra civil. Igreja Nossa Senhora da Santa Cruz em Oran, na beatificação dos 12 religiosos mortos durante a guerra civil.  (AFP or licensors)

Serviço ao próximo une cristãos e muçulmanos na Caritas Argélia

“O sinal oferecido por cristãos e muçulmanos ao trabalharem juntos a serviço de todos, a começar pelos mais vulneráveis, na nossa casa comum, é o coração da missão da Caritas Argélia, assim como a vocação específica da Igreja na Argélia", diz um documento dos bispos argelinos.

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“A dimensão inter-religiosa é indissociável da missão específica da Igreja na Argélia e, portanto, da Caritas Argélia”. Foi o que enfatizaram os bispos das dioceses argelinas que em um documento sintetizam o empenho no país norte-africano da organização caritativa, particularmente ativa nos meses passados em função da emergência do coronavírus.

“Nestes tempos de pandemia global, as situações de precariedade agravaram-se significativamente - lê-se no documento -. A Caritas Argélia, graças à solidariedade das Caritas de outros países, e em conexão com outros protagonistas nacionais e internacionais de solidariedade, pôde ajudar um número significativo de pessoas fornecendo gêneros de primeira necessidade”.

Mas o que os prelados quiseram destacar é a particularidade do modus operandi da Caritas Argélia, na qual tanto cristãos como muçulmanos são ativos.

“O sinal oferecido por cristãos e muçulmanos ao trabalharem juntos a serviço de todos, a começar pelos mais vulneráveis, na nossa casa comum, é o coração da missão da Caritas Argélia, assim como a vocação específica da Igreja na Argélia - afirma o documento -. Esta relação de longo tempo é um lugar de encontro e 'convivência pacífica', um lugar onde se constrói e se exercita a 'fraternidade humana' (ver Declaração de Abu Dhabi), que está no centro da missão da Igreja”.

Em seguida, os bispos destacam que a Caritas Argélia está atenta às constantes mudanças das necessidades da sociedade e que seu empenho, em diversos âmbitos, visa mudar a forma de olhar para as diferenças culturais e religiosas, favorecendo a diversidade social e o diálogo entre culturas e religiões.

É por isso que promove a cultura em todas as suas expressões; oferece às mulheres oportunidades de crescimento e espaços de encontro e criatividade; investe na educação de crianças e jovens; apoia as pessoas com deficiência, em particular prestando assistência quando esta não existe nas unidades de saúde locais, formando profissionais e apoiando famílias.

Mas a Caritas está também ao lado dos migrantes, ajudando-os a preservar a sua dignidade humana, e está presente com atenção fraterna ali onde se manifestam formas de pobreza. Uma solidariedade, conclui o documento, que não tem religião nem passaporte e que remete ao convite de Jesus Cristo para dar de comer aos famintos, de beber aos sedentos, visitar os presos e acolher os estrangeiros.

Vatican News Service – TC

30 setembro 2020, 14:48