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A ONU reconhece o acesso à água potável um direito humano fundamental A ONU reconhece o acesso à água potável um direito humano fundamental  (ANSA)

Webinar do CMI sobre a água: promover uma economia da vida e justiça ecológica

O primeiro encontro, informa o site do CMI, foi realizado em 28 de julho sobre o tema “Reconectar na fé com a Criação, a terra e a água”.

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O compromisso dos cristãos na defesa do direito à água como bem comum, na promoção de modelos de consumo sustentáveis para reduzir os desequilíbrios ambientais e sociais, de uma economia alternativa ao invés da centrada unicamente no lucro e de energias renováveis para proteger o clima.

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Estes são os temas centrais dos quatro webinars promovidos pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), de 28 de julho a 18 de agosto, com a participação de vários especialistas e líderes cristãos do mundo. “Os encontros servirão para fazer um balanço dos esforços feitos pelas Igrejas do mundo na implementação do roteiro de ação lançado pelo CMI, em 2019, a fim de promover uma economia da vida e a justiça ecológica”, explica um comunicado do organismo.

O primeiro encontro, informa o site do CMI, foi realizado em 28 de julho sobre o tema “Reconectar na fé com a Criação, a terra e a água” para celebrar o décimo aniversário da histórica Resolução com a qual, em 2010, a ONU reconheceu o acesso à água potável e ao saneamento como um direito humano fundamental, inserido na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Um passo decisivo para enfrentar o problema da escassez de água e liberar a água da lógica do mercado, apoiado ativamente pela Rede Ecumênica pela Água (Ewn), rede de movimentos cristãos criada, em 2007, sob o amparo do CMI. 

Durante o debate, os participantes aprofundaram as razões pelas quais um futuro sustentável não pode ignorar a interdependência de toda a Criação da qual o homem é apenas uma parte e não uma espécie dominante, como o Papa Francisco observou na Encíclica Laudato si’ sobre o Cuidado da Casa comum. Nessa perspectiva, a questão do acesso universal à água como um recurso escasso a não ser desperdiçado e um bem universal, adquire uma importância central. Segundo os relatores, a pandemia da Covid-19 fez emergir de maneira dramática essa realidade, na qual grandes camadas da população, mesmo nos países desenvolvidos, estão excluídas do acesso à água limpa e da possibilidade de respeitar as normas fundamentais de higiene para evitar o contágio. Isso foi evidenciado pela professora Susan L. Smith, professora de Direito Ambiental da Universidade Willamette, nos Estados Unidos, e consultora da Rede Ecumênica pela Água do CMI.

Para Mervyn Abrahams, coordenador do Grupo de Justiça e Dignidade Econômica de Pietermaritzburg, na África do Sul, a pandemia demonstrou que um sistema alimentar baseado nos atuais modelos industriais globalizados não garante uma nutrição adequada à maioria da população mundial. “Como pessoas de fé”, sublinhou, “devemos reavaliar as cadeias de suprimento agrícola locais, favorecendo o acesso dos pequenos agricultores à terra, água e mercados”.

O próximo seminário on-line está agendado para 4 de agosto e será dedicado ao tema do consumo justo e sustentável (“Confessing for just and sustainable consumption”). Em 11 de agosto, haverá o webinar intitulado “Pela vida, não pelo lucro: Igrejas como atores e espaços econômicos alternativos” (“For life, not profit – Churches as alternative economic actors and spaces”), e em 18 de agosto, o encontro “Alimentadas pela fé: Igrejas promovem a energia renovável e a proteção do clima” (“Powered by faith – Churches promoting renewable energy and climate protection”)

Vatican News Service - LZ/MJ

03 agosto 2020, 15:05