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Cardeal Emile Biayenda, em foto exposta no Santuário de Ars (Foto: Padre Paulo Dalla Déa) Cardeal Emile Biayenda, em foto exposta no Santuário de Ars (Foto: Padre Paulo Dalla Déa) 

No Santuário francês, a homenagem ao cardeal Emile Biayenda, o Cura d'Ars africano

"Um modelo a ser imitado". Especialmente durante seus estudos em Lyon, o cardeal africano desenvolveu uma grande admiração pelo Cura d'Ars, cujo Santuário a ele dedicado costumava visitar. Sua causa de beatificação foi aberta por desejo de São João Paulo II, em 20 de março de 1995. O purpurado foi morto após ser sequestrado em 1077.

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Como parte das celebrações da festa de São João Maria Vianney, o cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, abençoou na tarde de terça-feira, 4, no Santuário d’Ars, na França, a pedra fundamental da primeira etapa de um itinerário dedicado ao cardeal Emile Biayenda, arcebispo de Brazzaville de 1971 a 1977, e cuja causa de beatificação está em andamento.

Devido à afinidade espiritual que o cardeal tinha com São João Maria Vianney e com o Santuário a ele dedicado, é considerado como o Cura d’Ars africano.

Graças a esta homenagem ao purpurado africano que morreu mártir, as celebrações deste ano contaram com a presença do arcebispo de Brazzaville, Dom Anatole Milandou, que na segunda-feira, 3, proferiu a conferência “A incidência da figura do Cura d’Ars nas dioceses do Congo”.

O cardeal Biayenda tinha uma grande admiração por São João Maria Vianney, santo que o inspirava e a quem considerava um modelo a ser imitado, motivo pelo qual o purpurado africano havia feito de Ars sua segunda diocese, visitando-a com frequência.

O vínculo com o santuário francês remonta ao período de seus estudos em Lyon, durante o qual ele costumava ir a Ars para aprofundar a espiritualidade do Santo Cura. Após seu retorno ao Congo, toda vez que ia à França, sempre parava no Santuário de Ars.

O cardeal Parolin, por outro lado, conhece bem a figura de Emile Biayenda. Durante sua estadia em Brazzaville, em fevereiro de 2017, visitando a casa do cardeal, deixou o seguinte pensamento no livro de visitas: “Estou muito emocionado com esta visita à Catedral do Sagrado Coração de Brazzaville, ao túmulo e ao apartamento onde ele vivia. Rezo para que seu exemplo como pastor possa sempre inspirar os ministros da Igreja e a sua morte ser a semente de uma abundante colheita do Evangelho neste país maravilhoso".

O cardeal Biayenda nasceu em Maléla Bombé (Mpangala), frequentou o seminário de São Paulo de Mbamou e estudou Teologia e Filosofia no Seminário Maior Libermann, em Brazzaville. Ordenado sacerdote em 26 de outubro de 1958, estudou Sociologia e Teologia em Lyon, obtendo um Doutorado em Ciências Sociais. Em 7 de março de 1970, Paulo VI o nomeou arcebispo coadjutor de Brazzaville e em 5 de março de 1973 o criou cardeal.

O purpurado desapareceu na noite entre 22 e 23 de março de 1977. Ele foi morto logo após ser sequestrado em sua residência, nas proximidades da Catedral do Sagrado Coração de Brazzaville.

Sua morte ocorreu em um momento de particular tensão no país africano, poucos dias após o assassinato do presidente Marien Ngouabi. Antes do sequestro, ele havia lançado um apelo à paz e à unidade no país. 

Momento em que cardeal Parolin abençoa a pedra fundamental do percurso em homenagem ao cardeal africano (video: padre Paulo Dalla Déa)
05 agosto 2020, 07:12