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Oposição voltou às ruas de todo o país na segunda-feira, 17 de agosto Oposição voltou às ruas de todo o país na segunda-feira, 17 de agosto  (ANSA)

A oração do patriarca Kirill pela paz na Belarus

O patriarca de Moscou e de toda a Rússia reza pela paz na Belarus e considera que o episcopado e o clero da Igreja Ortodoxa Bielorrussa possam dar uma importante contribuição para que tudo seja resolvido o mais rápido possível. O Sínodo da Igreja Ortodoxa Bielorrussa, por sua vez, pede "a todos para se perdoarem mutuamente" e permanecerem unidos "no amor a Deus e ao próximo", a fim de preservar a nação e entregá-la às gerações futuras como um país pacífico, independente e próspero.

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O patriarca de Moscou e de toda a Rússia, Kirill, reza pela Belarus, pela paz e pelas vítimas das manifestações desencadeadas após a reeleição, em 9 de agosto passado, do presidente Alexander Lukashenko, que chegou ao sexto mandato, informa o portal da Igreja Ortodoxa Russa.

O responsável pelo Departamento Sinodal para as relações da Igreja com a sociedade e os meios de comunicação, com a função de Serviço de Imprensa do Patriarcado de Moscou, Legoyda Vladimir Romanovich, comunica que o primaz da Igreja Ortodoxa Russa também reza para que as autoridades da Belarus e os componentes com responsabilidades na sociedade estejam atentos ao bem comum e escolham o caminho do diálogo para superar as tensões surgidas nos últimos dias. Romanovich acrescenta que o patriarca Kirill acredita que o episcopado e o clero da Igreja Ortodoxa Bielorrussa possam dar uma importante contribuição para que tudo seja resolvido o mais rápido possível.

 

A Igreja Ortodoxa Bielorrussa, de fato, está prestando assistência aos presos e feridos durante os protestos. Em Minsk, alguns membros do movimento de voluntariado da Igreja do Ícone da Mãe de Deus colocaram-se à disposição para ajudar. Eles recolhem informações e apoiam aqueles que tiveram de ser levados a hospitais, bem como todas as pessoas libertadas do centro de detenção temporária de Akrestsin e Zhodino. Os voluntários também estão providenciando a coleta de medicamentos, alimentos e produtos de higiene para serem entregues a hospitais e a familiares das vítimas dos confrontos.

Igreja Ortodoxa Bielorussa lança apelo à paz

 

Em 15 de agosto, o Sínodo da Igreja Ortodoxa Bielorrussa havia lançado um apelo à paz, propondo alguns questionamentos. “Cada um de nós é obrigado agora a dar uma resposta honesta e razoável às perguntas: por que isso está acontecendo? E o que devemos fazer para restaurar a paz e a harmonia?".

 

Em seguida, condenando categoricamente a violência, a tortura, a humilhação, a detenção infundada e o extremismo em todas as suas formas e manifestações, o Sínodo pede aos que amam a Belarus para que ponham fim ao que está acontecendo.

“Deus nos livre que as paixões nos escravizem e nos transformem numa multidão cruel e cega, capaz de destruir a 'casa' do Pai Nosso - escreve o Sínodo da Igreja Ortodoxa Bielorrussa -. Acreditamos e esperamos que a direção do país, que é justamente chamada a respeitar e proteger seu povo, pare com a violência e ouça a voz das vítimas (…) e que aqueles que cometeram atrocidades e crueldades sejam submetidos à lei”.

“Todos - conclui o Sínodo - devemos mostrar prudência, unidade, nobreza, misericórdia, racionalidade, autêntico amor cristão de uns pelos outros e responsabilidade por nossas ações. Somente com a ajuda de Deus e lutando pela paz e a harmonia poderemos enfrentar esta prova”.

Por isso, o Sínodo da Igreja Ortodoxa Bielorrussa pede "a todos para se perdoarem mutuamente" e permanecerem unidos "no amor a Deus e ao próximo", a fim de preservar a nação e entregá-la às gerações futuras como um país pacífico, independente e próspero.

A declaração especifica que a Igreja Ortodoxa sempre esteve e estará fora da política, que não faz propaganda em favor de partidos e líderes políticos, doutrinas e regimes e que não distingue os indivíduos por ideologias ou crenças partidárias. Por fim, o Sínodo convida o clero, os religiosos e religiosas a rezar, para que Deus preserve todos em espírito de paz.

Vatican News Service - TC

18 agosto 2020, 08:08