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Cavaleiros de Colombo com o Papa Francisco em 10 de fevereiro de 2020 Cavaleiros de Colombo com o Papa Francisco em 10 de fevereiro de 2020  (Vatican Media)

Padre Michael McGivney, fundador dos Cavaleiros de Colombo, no centro da 138ª Convenção

A Fraternidade foi o tema da sessão realizada de 4 a 5 de agosto e durante a qual foi apresentado o Relatório anual sobre as atividades da Ordem, hoje presente em 12 países, com dois milhões de membros comprometidos com a evangelização, a caridade, a promoção da integração racial e a defesa da liberdade religiosa. O processode beatificação de seu fundador, está na Congregação das Causas do Santos.

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Um novo centro de peregrinação em homenagem ao padre Michael McGivney em New Haven, Connecticut, onde os visitantes poderão conhecer mais sobre a figura do sacerdote estadunidense declarado venerável por Bento XVI em 2008.  Esta é a iniciativa planejada pelos Cavaleiros de Colombo em vista da beatificação de seu fundador em 31 de outubro.

O "Centro de Peregrinação do Bem-aventurado Michael McGivney" será erguido no prédio que atualmente abriga o Museu da história dos Cavaleiros de Colombo.

O anúncio foi feito em 4 de agosto pelo Cavaleiro Supremo Carl A. Anderson, por ocasião da 138ª convenção anual da Ordem, que este ano foi realizada em modo virtual devido à emergência de Covid-19.

"Enquanto o museu continuará contando a história dos Cavaleiros, ele também ampliará sua missão, concentrando-se mais na espiritualidade e na visão de caridade de nosso fundador e, portanto, em seu legado", explicou Anderson.

Nascido em 1852 em Waterbury, Connecticut, filho de imigrantes irlandeses, primogênito de 13 filhos, padre McGivney foi uma figura proeminente na Igreja dos Estados Unidos do século XIX. Ordenado sacerdote em 1877, exerceu seu ministério na numerosa comunidade irlandesa-estadunidense, primeiro como vice-pároco em New Heaven, e depois como pároco em Thomaston, não muito longe de sua cidade natal, ganhando a reputação de um homem de profunda fé e de "Bom Samaritano".

 

Em 1882 fundou, junto com um grupo de leigos católicos, os Cavaleiros de Colombo, nascidos como uma associação de apoio à fé e de ajuda às famílias em dificuldades econômicas devido à doença ou morte do chefe da família.  Veio a falecer em New Haven, provavelmente de tuberculose, em 1890, durante a epidemia de gripe que atingiu a cidade.

Sua Causa de Beatificação foi iniciada em 1997 na Arquidiocese de Hartford. Em 27 de maio passado, o Papa Francisco deu luz verde com a promulgação do Decreto que reconhece um milagre atribuído à intercessão do sacerdote. O milagre remonta a 2015 e diz respeito a um bebê estadunidense curado no ventre de sua mãe de uma condição que colocava em risco sua vida, após a família ter invocado a intercessão do padre McGivney.

“Para os membros dos Cavaleiros de Colombo, a notícia de sua beatificação foi um momento de grande alegria. Padre McGivney ajudou os marginalizados da sociedade no século XIX e seu exemplo inspirou milhões de cavaleiros a agir em suas paróquias e comunidades”, destacou Anderson em seu pronunciamento na convenção.

Em vista do encontro, em 14 de julho o Papa Francisco havia enviado uma carta, assinada pelo cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin, na qual expressou "profunda gratidão" pela contribuição do padre McGivney e dos Cavaleiros de Colombo para a missão evangelizadora da Igreja, em defesa da dignidade da vida humana, da família e da liberdade religiosa, expressando a esperança de que "a já próxima beatificação possa estimular os Cavaleiros de Colombo a aprofundar o seu compromisso de viver como discípulos missionários na caridade, na unidade e na fraternidade”, em particular neste momento difícil de emergência Covid-19.

A Fraternidade ("Cavaleiros de Colombo: Cavaleiros da Fraternidade") foi, de fato, o tema da sessão realizada de 4 a 5 de agosto e durante a qual foi apresentado o Relatório anual sobre as atividades da Ordem, hoje presente em 12 países, com dois milhões de membros comprometidos com a evangelização, a caridade, a promoção da integração racial e a defesa da liberdade religiosa.

Vatican News Service - LZ

10 agosto 2020, 07:36