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Uma vista aérea (com drone)  mostra palmeiras em Jericó, na Cisjordânia ocupada por Israel. Uma vista aérea (com drone) mostra palmeiras em Jericó, na Cisjordânia ocupada por Israel. 

Ainda há muito a ser feito pela paz na região, dizem bispos EUA sobre acordo Israel-Emirados Árabes Unidos

A declaração do episcopado estadunidense reitera que para uma paz duradoura é necessário que ambas as partes, palestinos e israelenses, “negociem diretamente”, referindo-se à ausência das autoridades palestinas em uma proposta que lhes diga respeito, como os territórios ocupados na Cisjordânia.

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Praticamente uma semana após o anúncio do presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre o restabelecimento das relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos, a Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB, sigla em inglês), definiu em uma nota como “gratificante” o fato que, como parte desse acordo, o Estado de Israel tenha suspendido, ao menos temporariamente, a intenção de anexar territórios palestinos ocupados na Cisjordânia. No entanto, ressalta, é uma proposta que "não é resultado de um diálogo ou de um acordo com as autoridades palestinas".

“Os bispos católicos dos Estados Unidos há muito sustentam que, mesmo do ponto de vista moral, como base para uma paz duradoura, as duas partes devem negociar diretamente e chegar a um compromisso justo que respeite as aspirações e necessidades de ambos os povos”, alerta a declaração. Nesse contexto, os prelados expressam seu desejo de que tal negociação aconteça, ao mesmo tempo em que confirmam que "muito trabalho ainda precisa ser feito para alcançar a paz naquela região".

No comunicado, o presidente da Comissão de Justiça e Paz do Episcopado dos Estados Unidos, o bispo de Rockford, dom David Malloy, recorda as palavras do Papa Francisco durante sua histórica visita aos Emirados Árabes Unidos em 2019, na qual afirmou que “o diálogo, a compreensão e a ampla promoção de uma cultura de tolerância, aceitação dos demais e de coexistência pacífica contribuiriam de forma significativa para reduzir muitos problemas econômicos, sociais, políticos e ambientais que tanto pesam sobre grande parte da humanidade. Ao que Dom Malloy acrescenta: “Esperamos que este acordo contribua para essa paz”.

O acordo, anunciado em 13 de agosto, restabelece as relações diplomáticas entre Israel e os Emirados Árabes Unidos como parte de um pacto abrangente pelo qual as autoridades israelenses suspendem a anexação de parte do território palestino ocupado da Cisjordânia. Com essa medida, os Emirados Árabes Unidos se tornam o terceiro país árabe a estabelecer relações diplomáticas plenas com Israel, depois do Egito e da Jordânia, e a primeira nação do Golfo Pérsico.

Vatican News Service - ATD

23 agosto 2020, 09:34