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Bispos espanhóis relançam Pastoral da Juventude baseada na "Christus vivit"

Todo este caminho percorrido e a ser enfrentado contribui para fortalecer a pastoral dedicada aos jovens, fornecendo os instrumentos para colocar o acento em algumas questões fundamentais como a pesquisa e a necessidade de comunhão e coordenação entre as diferentes realidades que colaboram constantemente neste empenho indo ao encontro daquela esperança típica dos jovens que não querem ser conformistas, afirma padre Raúl Tinajero

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Nos jovens ressoa “a hora de Deus”, como disse o Papa Francisco, que ama sua sede de conhecimento e sua aspiração a melhorar-se dia após dia a fim de trazer uma mudança na sociedade atual e também uma lufada de “ar fresco” para a Igreja de hoje.

Este é o pensamento expresso pelo diretor da Subcomissão de Pastoral da Juventude e da Infância da Conferência Episcopal Espanhola, padre Raúl Tinajero, que – à luz das propostas concretas e diretrizes delineadas na Exortação apostólica pós-sinodal Christus vivit (fruto do Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” de outubro de 2018) – sublinha no site dos prelados ibéricos a importância de continuar promovendo seus talentos e sua sede de fé.

Prioridades apontadas por Sínodo sobre os jovens

Estes últimos anos foram caracterizados por um verdadeiro impulso ao papel dos jovens na realidade pastoral da Igreja, enfatiza o sacerdote. O Sínodo, realizado há quase dois anos, convida hoje mais do que nunca a implementar as prioridades que surgiram durante seus trabalhos: a necessidade de uma posição mais relevante para os jovens, que começa com uma escuta direta e real de suas preocupações; que continua com um diálogo fluido e que traz consigo compreensão e estar ao seu lado, especialmente com aqueles que, e são muitos deles, se encontram no “caminho do distanciamento”; a necessidade de um acompanhamento coerente e a relativa necessidade de promover uma cultura que lhe seja inerente, criando e promovendo “escolas de acompanhamento”; ativar processos formativos que ajudem os jovens a crescer em seu chamado a ser, a partir de agora, corresponsáveis na tarefa de evangelização; ajudá-los a impor-se tenazmente em sua cotidianidade, como já foi demonstrado em muitas ocasiões, em que se comportaram como verdadeiros evangelizadores para outros jovens; promover novas formas de comunicação, próximas a eles, de modo que, como é frequentemente solicitado, “se possa falar a mesma língua”.

Fortalecer pastoral dedicada aos jovens

Todo este caminho percorrido e a ser enfrentado, reiterou padre Tinajero, contribui para fortalecer a pastoral dedicada aos jovens, fornecendo os instrumentos para colocar o acento em algumas questões fundamentais como a pesquisa e a necessidade de comunhão e coordenação entre as diferentes realidades que colaboram constantemente neste empenho – dioceses, movimentos, congregações, institutos seculares – indo ao encontro daquela esperança típica dos jovens que não querem ser conformistas.

Viver a fé baseada no amor e no perdão

Entre tais questões, há também a sinodalidade, a metodologia do discernimento, a necessidade de uma comunicação mais fluida e compreensível baseada num diálogo mais aprofundado que leve mais ainda ao reconhecimento de uma Igreja acolhedora e misericordiosa, uma Igreja “mãe” que faz grandes esforços para chegar a todos.

“A fé não é somente testemunho, mas também trabalho”, afirmou uma jovem numa entrevista reportada no portal: “Faço minha a frase de Santa Maria Micaela, fundadora da Congregação das Irmãs Adoradoras Servas do Santíssimo Sacramento e da Caridade, proclamada santa por Pio XI em 1934, de que devemos fazer nossa a felicidade daqueles que nos rodeiam. Só então encontraremos o sentido da vida, encontraremos a nós mesmos, com os outros e com Deus. Devemos viver uma fé baseada no amor e no perdão, sabendo fazer sobressair o positivo em nossos irmãos e irmãs e ajudá-los a superar o que os aflige”.

Há seis anos o Caminho de Santiago é parte integrante da vida de outra jovem que conta sua experiência de conversão: “Entrei na paróquia de Nuestra Señora del Pilar de Campamento, onde desde o primeiro momento ficou claro para mim que queria continuar crescendo na fé e dar continuidade ao meu encontro. Ofereceram-me para ser catequista, e ainda hoje continuo nesta missão ensinando catequese da confirmação”.

O Caminho de Santiago e a Peregrinação europeia dos jovens

Uma missão que comporta um crescimento constante na fé, “ligada à renovação do meu encontro pessoal com Cristo e ao conhecimento de sua vida e da Igreja. Considero-me uma pessoa de sorte – conclui – por poder falar de Cristo a outras pessoas que buscam a verdade e rejeitam todas as formas de conformismo”.

No próximo ano, de 4 a 8 de agosto, milhares de pessoas participarão do Caminho de Santiago no âmbito da Peregrinação europeia dos jovens, um importante evento recentemente apresentado pelo arcebispo de Santiago de Compostela, dom Julián Barrio Barrio, juntamente com o padre Raúl Tinajero e Javier García, delegado da Pastoral da Juventude da Arquidiocese.

2021, Ano Santo Compostelano

“Jovem, levante-se e seja uma testemunha. O Apóstolo Santiago espera por você” é o tema do evento que faz parte das iniciativas concebidas para o Ano Santo Compostelano de 2021 e recorda as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco no final da Jornada Mundial da Juventude no Panamá.

Naquela ocasião, dando o até mais para o próximo evento em Lisboa em 2022, o Pontífice, propondo um itinerário espiritual que encorajasse os jovens a buscar em Cristo Aquele que responde a toda necessidade do seu coração, também os exortou a meditar, entre outros, sobre dois versículos: “Jovem, eu te digo, levanta-te”. (Lc 7,14), para 2020; “Levanta-te! Eu te farei testemunha das coisas que viste” (At 26,16), para 2021.

(L’Osservatore Romano)

20 agosto 2020, 14:15