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"São Francisco era um homem de paz e de oração e por isso talvez possamos interpretar este episódio de vandalismo como um incentivo a rezar pela reconciliação”. "São Francisco era um homem de paz e de oração e por isso talvez possamos interpretar este episódio de vandalismo como um incentivo a rezar pela reconciliação”.  (ANSA)

Austrália: após estátua de São Francisco ser vandalizada, pároco pede para responder ao ódio com amor

“Perdão” e “ternura” são as palavras usadas pelo pároco para encorajar os fiéis a dar uma resposta caritativa “ao ódio crescente que parece envolver o mundo”. ”Responder positivamente: é isso que nós, cristãos, devemos fazer, rezando como uma comunidade” reitera o sacerdote. Mas não só: o desafio é o de rezar “por quem cometeu o ato de vandalismo, rezar por aqueles que são contra Deus e contra a Igreja”.

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A estátua de São Francisco erguida na paróquia Nossa Senhora de Fátima em Sydney, Austrália, foi encontrada decapitada. Colocada no claustro aberto, denominado "Jardim da Paz", a escultura foi encontrada danificada no início de agosto, para grande consternação da comunidade paroquial.

Mas a resposta dos fiéis ao desconhecido autor do vandalismo não foi de ódio, mas de amor e caridade cristã, como explica o pároco, Pe. Hamilton Ureta, no site da Arquidiocese de Sydney: “o que aconteceu me fez pensar que devemos rezar mais pela paz no mundo”. “Sim, a comunidade está contrariada, triste, há mesmo aqueles que ficaram zangados - acrescenta - mas São Francisco era um homem de paz e de oração e por isso talvez possamos interpretar este episódio de vandalismo como um incentivo a rezar pela reconciliação”.

“Perdão” e “ternura” são as palavras usadas pelo pároco para encorajar os fiéis a dar uma resposta caritativa “ao ódio crescente que parece envolver o mundo”. ”Responder positivamente: é isso que nós, cristãos, devemos fazer, rezando como uma comunidade” reitera o sacerdote. Mas não só: o desafio é o de rezar “por quem cometeu o ato de vandalismo, rezar por aqueles que são contra Deus e contra a Igreja”.

Não é a primeira vez que episódios semelhantes ocorrem na Austrália: de acordo com o Relatório sobre liberdade religiosa elaborado em 2018 pela Ajuda à Igreja que Sofre, vários ataques foram registrados nos últimos anos. Por exemplo, em maio de 2016, duas igrejas ortodoxas em Melbourne e Sydney foram danificadas, enquanto dois incêndios destruíram uma igreja presbiteriana e uma mesquita em Geeloong.

Em dezembro do mesmo ano, um homem lançou um furgão contra a entrada do prédio do Australian Christian Lobby, em Canberra, causando danos de 100.000 dólares.

Por fim, em abril de 2017, em Sydney, um greco-ortodoxo foi atacado por quatro homens que o insultaram, arrancaram seu crucifixo de seu pescoço e o agrediram com pontapés.

Vatican News Service - IP

10 agosto 2020, 07:36