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Foto tirada em 29 de março de 1946 na Base Aérea Roswell, do Boeing B-29 "Bockscar" com pintura alusiva ao bombardeio de Nagasaki em 9 de agosto de 1945 Foto tirada em 29 de março de 1946 na Base Aérea Roswell, do Boeing B-29 "Bockscar" com pintura alusiva ao bombardeio de Nagasaki em 9 de agosto de 1945 

Católicos e evangélicos alemães pedem fim das armas nucleares

O fato de existirem no mundo 16 mil ogivas nucleares, "que estão adquirindo uma importância estratégica cada vez maior", não pode deixar "indiferentes", diz um comunicado.

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Libertar o mundo das armas nucleares: é o que pedem a Comissão Episcopal alemã para a Justiça e a Paz e o Conselho das Igrejas Evangélicas na Alemanha.

Em uma nota conjunta assinada pelos responsáveis dos dois organismos, respectivamente Dom Heiner Wilmer e Renke Brahms, recorda-se o 75º aniversário dos bombardeios atômicos nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, ocorridos em 6 e 9 de agosto de 1945, e é enfatizado que "a guerra nuclear e o uso como dissuasão de armas semelhantes não são fantasmas do passado".

Hoje, de fato, no mundo, "ainda existem 16 mil ogivas nucleares que estão adquirindo uma importância estratégica cada vez maior" e esse "desdobramento preocupante" não pode deixar "indiferentes".

Deplorando, portanto, "a desregulamentação fatal dos acordos internacionais sobre armas nucleares e da política de armamentos" que se está vivendo neste momento histórico, Justiça e Paz e Igrejas Evangélicas dão o alarme contra "uma escalada de violência" e contra as "novas ameaças", como a "guerra cibernética, o terrorismo, os conflitos comerciais". O uso da energia nuclear como "arma de destruição de massa – lê-se na declaração conjunta - era e é eticamente injustificável".

Mas não só: também a sua dissuasão como um "instrumento de estratégia política" é um ato "irresponsável", como disse o Papa Francisco em 24 de novembro de 2019, ao visitar Hiroshima: "O uso da energia atômica para fins de guerra é imoral, assim como é imoral a posse de armas atômicas”.

O objetivo global, portanto, afirmam os católicos e protestantes alemães, deve ser o de "um mundo sem armas nucleares".

"Em memória das vítimas de agosto de 1945 - conclui a nota - hoje pedimos aos líderes políticos para darem passos sérios e direcionados a um mundo livre de armas nucleares. Isso exige um diálogo confiante e a vontade política de mudança", cujo "primeiro e notável sinal" deveria ser "a aceitação e ratificação do Tratado das Nações Unidas sobre a proibição de armas nucleares também pela Alemanha".

Vatican News Service - IP

04 agosto 2020, 07:14