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 “A Comissão de Justiça e Paz está convencida de que armas e guerras não tornam o mundo mais justo ou mais pacífico e que monopolizam recursos que faltam para construir um mundo mais pacífico e mais justo." “A Comissão de Justiça e Paz está convencida de que armas e guerras não tornam o mundo mais justo ou mais pacífico e que monopolizam recursos que faltam para construir um mundo mais pacífico e mais justo."  (ANSA)

Justiça e Paz suíça contrária à exportação de armas para países em guerra: ética prevaleça sobre o lucro

A "Iniciativa de Retificação" é apoiada pela Justiça e Paz e defende que as exportações de armas não devem ser mais regulamentadas por portarias do governo, mas pela Constituição e pelas leis, o que permitiria ao Parlamento e aos cidadãos (por referendo) expressar sua opinião e garantiria maior transparência.

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A Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal da Suíça (CES) é contra o aumento da matriz de exportações de armas da Suíça e, portanto, apoia a chamada "Korrektur-Initiative", a iniciativa de retificação "Contra as exportações de armas para os países em guerra civil", promovida em 2018 por uma coalizão de partidos, associações e organizações religiosas, incluindo a própria Conferência Episcopal.

Atualmente, o Conselho Federal, que é o poder executivo da Confederação, é o único órgão competente a decidir, por meio de uma portaria, a exportação de armas.

Ao longo dos anos, o Conselho gradualmente flexibilizou a normativa introduzida em 2008 sobre a exportação de material de guerra da Suíça para países em guerra. A última modificação remonta a 2018, quando, a pedido da indústria de armamentos, foi flexibilizada ulteriormente a proibição do fornecimento de armas a países em guerra civil, colocando como único limite a existência de "fortes dúvidas de que o material em questão, dadas suas características, seja empregado no conflito”.

Disto a "Iniciativa de Retificação" - apoiada também pela Justiça e Paz - que quer que as exportações de armas não sejam mais regulamentadas por portarias do governo, mas pela Constituição e pelas leis. Isso permitiria ao Parlamento e aos cidadãos (por referendo) expressar sua opinião e garantiria maior transparência.

 “A Comissão de Justiça e Paz está convencida de que armas e guerras não tornam o mundo mais justo ou mais pacífico e que monopolizam recursos que faltam para construir um mundo mais pacífico e mais justo. Isso também se aplica à exportação de materiais de guerra e tecnologias de segurança", diz nota divulgada em 2 de julho. Por esse motivo, apoia a iniciativa popular federal que "responde melhor às nossas preocupações".

Segundo Justiça e Paz, a contraproposta apresentada em março passado pelo Executivo de fato mantém o status quo que a Igreja não compartilha. "Não é nem o lucro econômico nem a salvaguarda do emprego que devem prevalecer em uma avaliação ética de exportação de material bélico e que o principal critério ético deve ser o bem-estar de todos", conclui a nota.

Vatican News - LZ

05 julho 2020, 07:43