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Fiel beija pequena cruz na Igreja Mart Shmoni, em Irbil, Curdistão iraquiano Fiel beija pequena cruz na Igreja Mart Shmoni, em Irbil, Curdistão iraquiano  (AFP or licensors)

Paternidade e cuidado espiritual com os fiéis, pede cardeal Sako a sacerdotes

O patriarca caldeu enfatiza que “a atividade sacerdotal deve se distinguir pela proximidade com as pessoas, com base nos meios disponíveis nessas difíceis circunstâncias, para elevar sua moral e ajudá-las a se sentirem mais próximas de Deus e mais solidárias. com os outros". "Tudo o que temos serve para prestar um melhor serviço aos fiéis, como Cristo fez".

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É uma carta muito paterna aquela escrita pelo patriarca de Babilônia dos Caldeus, cardeal Louis Raphael Sako, aos sacerdotes do Iraque nesta época de pandemia de coronavírus. A emergência sanitária, de fato, impediu o anual encontro de formação previsto para os presbíteros, substituído, portanto, pela mensagem do cardeal.

"Ajamos com esperança, paciência e coragem e adotemos a linguagem do diálogo calmo e responsável para resolver problemas", lê-se no texto, que expressa a compreensão do patriarca caldeu sobre as "condições gerais" vividas pelos sacerdotes devido à "pandemia, ao isolamento social, ao medo e à suspensão dos momentos coletivos de oração e deasatividades pastorais” habituais.

Ao mesmo tempo, o cardeal Sako enfatiza que “a atividade sacerdotal deve se distinguir pela proximidade com as pessoas, com base nos meios disponíveis nessas difíceis circunstâncias, para elevar sua moral e ajudá-las a se sentirem mais próximas de Deus e mais solidárias com os outros". "Tudo o que temos - reitera o purpurado - serve para prestar um melhor serviço aos fiéis, como Cristo fez".

Neste sentido, o convite para mostrar aos fiéis, precisamente nas circunstâncias atuais, "o significado da paternidade e do cuidado espiritual", a ser realizado com "delicadeza e ternura", também fortalecido "pela leitura, meditação e oração pessoal que ilumina o caminho”.

O patriarca Sako também manifesta seu apreço pela "maioria dos sacerdotes que se empenham fielmente à missão", colocando seus esforços "a serviço da Igreja e dos fiéis" e demonstrando criatividade no uso das mídias sociais "para cultivar, educar e construir a dimensão espiritual”.

Ao mesmo tempo, o purpurado lamenta por aqueles sacerdotes que não agem em espírito sacerdotal, esquecendo que a prioridade é "seguir Cristo".

A carta do cardeal Sako termina com um versículo do Apocalipse: "Conheço tuas obras, teu amor, tua fidelidade, tua generosidade, tua paciência e perseverança; e as tuas últimas obras, que excedem as primeiras" (Ap 2,19).

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13 julho 2020, 07:21