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Colômbia. Concluída Plenária dos Bispos: desafios da evangelização

Ler os acontecimentos com os olhos da fé: “aquilo que Deus está fazendo nestas circunstâncias e o que o Senhor espera de nós”. Foi destacado o trabalho educacional-informativo que a Igreja pode realizar, “sua capacidade de transmitir uma visão e um horizonte de esperança”. Uma Igreja que deve dispensar "atenção especial para a formação da família", porque seu trabalho educacional é um momento fundamental na formação da consciência

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A família, célula da sociedade, o ambiente educacional e formativo, os setores da economia, da saúde, da distribuição da terra, das comunicações, os flagelos como a corrupção e o recrudescimento da violência nas regiões, numa Colômbia marcada pela pandemia do coronavírus, bem como as diretrizes a serem seguidas pela Igreja para continuar realizando a tarefa da evangelização, foram os temas debatidos pelos bispos, à luz do Evangelho e com a colaboração de especialistas em vários setores da realidade nacional, durante a 110ª Assembleia Plenária, realizada, de modo telemático, de 6 a 8 de julho.

Atenção ao tipo de sociedade que está sendo construída

Ao término dos discursos, o vigário Episcopal para a dimensão social da evangelização da Arquidiocese de Bogotá, Mons. Jaime Alberto Mancera Casas, reconhecendo que a crise social humanitária, cultural e ecológica é anterior e que a pandemia da Covid-19 apenas a tornou visível, ressaltou que é fundamental concentrar a atenção no tipo de sociedade que está sendo construída.

O prelado convidou, portanto, a enfrentar a situação do ponto de vista espiritual, aceitando a incerteza, adaptando-se para superá-la e “para nos superar também a nós mesmos e seguir adiante com uma atitude resiliente”.

Mons. Mancera convidou todos para assumir uma atitude de humildade, vez que “precisamos uns dos outros, todos temos algo de importante a oferecer”.

Ler os acontecimentos com os olhos da fé

Certamente o que esta experiência ensinou “é a necessidade de construir uma sociedade mais compassiva”, o que “implica uma reconciliação com o futuro, que inicialmente não é clara, mas que somos chamados a aceitar”.

O vigário episcopal da Arquidiocese de Bogotá nos convidou a ler os acontecimentos com os olhos da fé, “aquilo que Deus está fazendo nestas circunstâncias e o que o Senhor espera de nós”. E destacou o trabalho educacional-informativo que a Igreja pode realizar, “sua capacidade de transmitir uma visão e um horizonte de esperança diante do que está acontecendo”.

“Uma Igreja que deve dispensar 'atenção especial para a formação da família, tanto na preparação à distância como no acompanhamento dos primeiros anos de vida familiar', porque seu trabalho educacional é um momento fundamental na formação da consciência.”

Ter consciência da “capacidade profética da Igreja”

De fato, é preciso ter consciência da “capacidade profética da Igreja”, de sua capacidade de pedir o cumprimento dos deveres do Estado e dos deveres dos cidadãos.

Por fim, o vigário episcopal convidou os presentes a resolver a questão pedagógica que se apresenta no uso das novas tecnologias, da virtualidade, na catequese, na liturgia, nos cursos de preparação para os sacramentos e assim por diante.

Estas novas tecnologias da informação e da comunicação exigem novas pedagogias. Não se trata simplesmente de transmitir a missa através do celular e distribuí-la nas redes sociais”, concluiu. “É preciso ter em mente que esta transmissão leva a uma experiência de encontro com o Senhor, a uma experiência de oração”, arrematou.

Vatican News – AP/RL

09 julho 2020, 12:59