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Trabalhadores em Cotonou, Benin Trabalhadores em Cotonou, Benin  (AFP or licensors)

Benin. Projeto da Cáritas contra a pandemia

“A Igreja não está fora do mundo, ela está preocupada com esta situação porque diz respeito à vida humana que é sagrada a Deus”. Palavras do padre Sanhouekoua diretor Nacional da Cáritas em Benin ao apresentar o projeto com três objetivos: acompanhar, conscientizar e ajudar a população mais pobre do país

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O Benin é um dos países mais pobres da África Ocidental e enfrenta muitas dificuldades para conter a pandemia, um dos aspectos mais importantes é que os habitantes ainda não levaram a sério a ameaça do vírus. Portanto um dos pontos fortes do projeto da Cáritas local é a conscientização sobre a doença. Até agora o Benin teve 1.770 casos e 35 mortes. O principal objetivo do projeto de solidariedade de três meses lançado pela Cáritas local é: acompanhar, conscientizar e ajudar a população mais pobre do Benin diante dos desafios da pandemia do coronavírus.

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A iniciativa

A iniciativa foi apresentada no dia 24 de julho no Centro Pastoral "São Carlos Lwanga" em Porto-Novo. "Nossa ação - explica o padre Philippe Sanhouekoua, Diretor Nacional da Cáritas - consistirá em acompanhar as pessoas mais vulneráveis, mais especificamente as que vivem em condições de extrema pobreza, como os deficientes ou as viúvas". Em particular, sete municípios serão atingidos pelo projeto: Tori-Bossito, Zè, Kpomassè e Toffo na diocese de Cotonou e Akpro-Missérété, Atchoukpa e Aguégués na diocese de Porto-Novo. Aqui, a Cáritas se concentrará na "conscientização das práticas de higiene e saneamento úteis para prevenir o contágio da Covid-19 e na assistência alimentar às famílias mais pobres, que ficaram ainda mais vulneráveis pela situação atual".

Informações pelas estações de rádio

Não apenas isso: a organização caritativa está desenvolvendo um programa de comunicação para fazer as pessoas entenderem qual comportamento é necessário para evitar o contágio. As informações serão divulgadas pela mídia, em particular pelas estações de rádio locais. Também estão planejadas a doação de 5.000 máscaras de proteção para as pessoas mais marginalizadas, a instalação de 120 dispositivos para lavar as mãos nos principais mercados da cidade e a distribuição de alimentos e utensílios domésticos para 500 famílias obrigadas à quarentena.

A Igreja não abandona

"O mundo está passando por uma crise de saúde sem precedentes ligada ao coronavírus - diz o padre Sanhouekoua - a Igreja não está fora do mundo, ela está preocupada com esta situação porque diz respeito à vida humana que é sagrada a Deus”. “Em silêncio e recolhimento", concluiu ele, "a Igreja reza continuamente para que o Senhor tire esta doença de nosso mundo".

Vatican News Service – IP

30 julho 2020, 08:32