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Doutor José Gregório Hernández Cisneros  conhecido na Venezuela como "médico dos pobres” Doutor José Gregório Hernández Cisneros conhecido na Venezuela como "médico dos pobres” 

Beatificação do “médico dos pobres”: um sinal de esperança para o país

Na última sexta-feira (19/06), o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a prosseguir com a beatificação. O milagre reconhecido ao Dr. Hernández diz respeito a uma menina de 13 anos, Yaxuri Ortega, que sobreviveu a um tiro na cabeça em 2017.

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“Um sinal de forte esperança a fim de enfrentar este momento difícil para o país.” É o que afirma numa nota o presidente da Conferência Episcopal da Venezuela (CEV), dom José Luis Azuaje Ayala, comentando o anúncio da beatificação de José Gregório Hernández Cisneros, conhecido como “o médico dos pobres”.

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Na última sexta-feira (19/06), o Papa Francisco autorizou a Congregação das Causas dos Santos a prosseguir com a beatificação. O milagre reconhecido ao Dr. Hernández diz respeito a uma menina de 13 anos, Yaxuri Ortega, que sobreviveu a um tiro na cabeça em 2017.

“O Dr. Hernández se caracterizava pelo seu serviço aos mais pobres e a todos aqueles que dele precisavam. Foi um grande profissional médico, um cientista, um pensador e, sobretudo, uma fervorosa pessoa que acreditava em Deus, em quem colocou toda a sua sabedoria e sua atuação profissional e humana”, lê-se nota da CEV.

“Formador de várias gerações de médicos que seguiram seu caminho, conhecedor lúcido da realidade venezuelana, nunca parou diante dos desafios, por mais difíceis que fossem, mas sempre os uniu à sua vocação de serviço a Deus”, ressalta ainda dom Azuaje.

Neste momento marcado pela pandemia de coronavírus, o anúncio de sua beatificação é um instrumento para “fortalecer a esperança” que ajudará a Venezuela a “superar este estado de privação e dificuldade que a população está vivendo, especialmente os mais pobres e marginalizados”.

Nascido em 26 de outubro de 1864 em Isnotú, no Estado Andino de Trujillo, José Gregório Hernández Cisneros foi o primeiro de seis irmãos. Formou-se em medicina, em Caracas, e prosseguiu seus estudos em Paris, Berlim, Madri e Nova Iorque. Tornou-se professor universitário e introduziu o uso do microscópio no país. Fundou a cátedra de Bacteriologia na Universidade de Caracas. Viveu sua profissão como uma missão, dedicando-se acima de tudo aos mais necessitados aos quais muitas vezes doava medicamentos, comprados com o seu próprio dinheiro. A sua fé forte o levou a entrar, em 1908, na Certosa di Farneta, na província de Lucca, na Itália, porque queria se tornar monge. Voltou à Venezuela por motivos de saúde. Alguns anos depois, voltou novamente à Itália para estudar Teologia, frequentando o Colégio Pio Latino-americano, em Roma. Mais uma vez adoece. Tornou-se Terciário franciscano. Durante a epidemia de febre espanhola, acompanhou e curou os doentes. Em 29 de junho de 1919, foi atropelado por um carro enquanto ia a uma farmácia, em Caracas, comprar remédios para uma idosa doente. Morreu no hospital pouco tempo depois, invocando a Beata Virgem.

Vatican News – IP/MJ

22 junho 2020, 09:34