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Membro das forças israelenses durante protesto de palestinos na Cisjordânia ocupada Membro das forças israelenses durante protesto de palestinos na Cisjordânia ocupada  (AFP or licensors)

Líderes religiosos do Reino Unido contrários à anexação de territórios na Cisjordânia

Em 10 de junho, a Suprema Corte de Israel havia considerado inconstitucional uma lei de 2017 que legalizaria assentamentos judeus na Cisjordânia, cerca de 4.000, construídos em terrenos palestinos privados.

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O arcebispo de Cantuária, Justin Welby, e o cardeal arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols, expressaram sua oposição a qualquer iniciativa do governo de Israel de anexar parte do território da Cisjordânia a partir de 1° de julho de 2020.

 

A posição dos líderes religiosos foi expressa em cartas enviadas ao embaixador de Israel no Reino Unido, Mark Regev, e ao primeiro ministro britânico, Boris Johnson, e publicadas no site da Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales.

Dom Vincent Nichols  e Justin Welby "apoiam inequivocamente o direito fundamental dos cidadãos israelenses de viver em paz e segurança, mas que “essas perspectivas possam ser garantidas somente por meio da negociação e não pela anexação".

É essencial - enfatizaram – que tanto israelenses como palestinos possam viver sem violência ou a ameaça da violência recíproca ou de outros grupos armados.

As mensagens seguem a recente advertência dos líderes das Igrejas na Terra Santa segundo a qual a anexação das colônias israelenses da Cisjordânia pelo governo de Israel, segundo o "Plano do Século" proposto pelo governo dos Estados Unidos, "poderia levar à perda de qualquer resquício de esperança para o sucesso do processo de paz".

Vatican News - AP

13 junho 2020, 19:26