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Dom Jeanbart: guerra e pandemia não impedem solidariedade na Síria

"Estamos fazendo todo esforço para aliviar o sofrimento dos fiéis nestes dias difíceis que o nosso país está atravessando.” Trabalha-se no presente e se projeta o futuro: “Apesar das tensões atuais, estamos comprometidos em melhorar a situação social, profissional, acadêmica e cultural de nossos fiéis”, diz o arcebispo. "Estamos fazendo todo esforço para aliviar o sofrimento dos fiéis nestes dias difíceis que o nosso país está atravessando”, ressalta

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Apesar da guerra, da pobreza e da pandemia da Covid-19, as atividades solidárias da Arquidiocese Greco-Melquita de Aleppo – a segunda cidade síria – não cessam. O arcebispo metropolitano, dom Jean Clément Jeanbart, endereçou uma carta a seus fiéis para assegurar-lhes que a solidariedade e também todos os projetos de assistência social não cessam.

Aliviar o sofrimento

No texto, dom Jeanbart informa que as restrições anti-Covid “não impediram à nossa arquidiocese seguir adiante nos múltiplos serviços. As várias Comissões estão trabalhando para dar continuidade aos programas de auxílio social: alimento, medicamentos, instrução, formação profissional para os trabalhadores, alojamento, assistência aos órfãos e às viúvas, assistência às famílias necessitadas (sobretudo as mais jovens), aos anciãos sozinhos. Estamos fazendo todo esforço para aliviar o sofrimento dos fiéis nestes dias difíceis que o nosso país está atravessando”.

Trabalha-se no presente e se projeta o futuro: “Apesar das tensões atuais, estamos comprometidos em melhorar a situação social, profissional, acadêmica e cultural de nossos fiéis”, lê-se na missiva.

Tomar de volta aquilo que a guerra nos tirou

O objetivo, escreve dom Jeanbart, “é tomar de volta aquilo que esta guerra injusta e imposta nos tirou iniciando uma série de projetos importantes de desenvolvimento que buscam reabilitar e renovar as infraestruturas necessárias à nossa sociedade hoje privada de seus meios para viver e de desenvolvimento econômico. Os ataques devastadores demoliram muitos dos nossos prédios e das nossas estruturas sociocaritativas e tornaram nossas escolas inutilizáveis”.

Entre os campos de ação ilustrados pelo arcebispo melquita: “Instrução, alojamento e retorno dos refugiados a suas casas”, mas sem esquecer “os programas de assistência social que oferecemos a nossos fiéis segundo as circunstâncias, as necessidades urgentes e os meios disponíveis”.

Possibilitar o retorno das famílias a suas casas

Tendo partido a reconstrução das escolas na periferia de Aleppo, “Al-Amal” e “Al-Farah”, prossegue o projeto habitacional no distrito “Al-Jalaa” que daqui até o final do ano deverá fornecer 90 apartamentos destinados a jovens casais, de modo que possam se casar e formar uma família”.

Dom Jeanbart acrescenta que no bairro “Jabal Al-Saydeh” 70 habitações já foram reestruturadas e estão prontas para o retorno das famílias que as tinham deixado por causa da guerra e dos ataques terroristas. Foram fornecidos artigos domésticos a 60 famílias às quais tinham sido roubados os móveis”. Também tem sido feito um grande esforço para montar centros de formação profissional de qualidade.

Viver plenamente como cidadãos, felizes e respeitados

“Queremos que nossos jovens possam aprender uma especialização e assim participar da reconstrução de nosso país e de seu desenvolvimento.”

O arcebispo pede ao Senhor que “proteja a nossa amada Síria dos interesses, das visões expansionistas de seus vizinhos, dos estrangeiros e da violência dos terroristas. Pedimos a Deus que nos poupe da pandemia do coronavírus Covid-19 e que garanta a todos os habitantes de Aleppo a saúde e a segurança em sua amada cidade. Que posamos crescer num clima pacífico no qual possamos construir para permanecer, de modo a poder viver plenamente como cidadãos, felizes e respeitados”.

(Sir)

23 junho 2020, 13:21