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Crise. Patriarcado de Jerusalém vende terrenos em Nazaré

Por problemas financeiros o Patriarcado de Jerusalém vende terrenos, na venda foram excluídas grandes áreas destinadas a obras e iniciativas para o benefício futuro da comunidade cristã local.

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O Patriarcado Latino de Jerusalém foi obrigado a vender terrenos e imóveis na região de Nazaré para atender a um déficit que atingiu um impressionante valor de 100 milhões de dólares, causado em grande parte pelos problemas financeiros associados à construção e início das atividades da Universidade Americana de Madaba, na Jordânia.

Não é segredo

A venda foi confirmada pelo próprio Patriarcado, com uma declaração emitida na sexta-feira, 12 de junho, também para contrastar as alegações "falsas e infundadas" que circulam na mídia e nas redes sociais. “Não é segredo", diz o comunicado de esclarecimento, "que nos últimos anos o Patriarcado Latino de Jerusalém atingiu um enorme déficit de cerca de 100 milhões de dólares, devido à má gestão operacional passada, ligada à Universidade Americana de Madaba. As dívidas”, acrescenta o texto, "são para com vários bancos, e não o Vaticano".

Universidade de Madaba

O caso ao qual o Comunicado Patriarcal faz referência explícita é o da Universidade Americana de Madaba (AUM), um Ateneu afiliado ao Patriarcado Latino de Jerusalém, cuja pedra fundamental foi abençoada pelo Papa Bento XVI em 9 de maio de 2009, e que foi inaugurada em 30 de maio de 2013, na presença do Rei Abdallah II. No final de 2014, a Santa Sé teve de intervir para assumir os problemas administrativos e financeiros que haviam marcado a construção e o início da instituição acadêmica. Uma Comissão ad hoc, criada pela Secretaria de Estado, confiou por sua vez a uma Comissão de Administração Local, presidida pelo Arcebispo Giorgio Lingua, na época Núncio Apostólico na Jordânia, a tarefa de "acompanhar de perto e coordenar, até julho de 2015, os trabalhos da Universidade". O Arcebispo Pierbattista Pizzaballa – recorda-se no comunicado - foi nomeado Administrador Apostólico em junho de 2016 também "para encontrar uma solução para esses problemas". Durante os últimos quatro anos foi iniciada uma grande reorganização da administração. Mas dado o montante da enorme dívida, e apesar dos muitos esforços para levantar fundos – lê-se no texto patriarcal - "tornou-se claro que a única solução possível seria vender algumas propriedades".

Terrenos de Nazaré

Na lista de bens a serem vendidos há também "várias propriedades na Jordânia", mas estas são insuficientes para pagar as dívidas, devido aos preços de mercado naquele país serem reduzidos pela atual situação econômica global. "Por esta razão, e após muitas outras tentativas - relata o Patriarcado - foi tomada a decisão de vender terrenos em Nazaré".

Uma decisão "devidamente aprovada por todos os organismos competentes", inclusive os da Santa Sé. Os terrenos vendidos na área de Nazaré – faz questão de explicar o comunicado patriarcal - foram adquiridos por um empresário árabe", e foram excluídos da venda "mais de 100 dunam de terra" (correspondentes a 10 hectares, ndr), destinados a obras e iniciativas "para o benefício futuro" da comunidade cristã local. A decisão de vender terrenos em Nararé - assegura o comunicado patriarcal - foi tomada com grande angústia, e apenas porque tal escolha representava o último recurso para enfrentar problemas econômicos de outra forma insolúveis.

(Fonte: Agência Fides)

15 junho 2020, 10:16