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Índia: cardeal Gracias exorta bispos a retomarem celebrações só quando houver segurança

Não obstante o governo indiano tenha relaxado as medidas restritivas, permitindo a reabertura de locais de culto a partir da segunda-feira, 8, o presidente dos bispos indianos sublinhou que ele tem "a responsabilidade de proteger os fiéis do perigo de um contágio que poderia ser fatal".

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Diante da contínua disseminação da pandemia de coronavírus na Índia, o presidente da Conferência Episcopal Indiana, cardeal Oswald Gracias, expressou-se em uma declaração divulgada em 7 de junho, na qual pediu aos bispos para não terem pressa em retomar as celebrações de Missas com a presença de fiéis, enquanto não houver segurança.

"Gostaria de exortar todos os meus irmãos bispos, não obstante as pressões de diversos grupos, a não ter pressa em reiniciar os sacrifícios eucarísticos em nossas igrejas, até a entrada em vigor de um protocolo satisfatório", disse o purpurado.

Responsabilidade de proteger os fiéis

 

Não obstante o governo indiano tenha flexibilizado as medidas restritivas, permitindo a reabertura de locais de culto a partir da segunda-feira, 8, o presidente dos bispos indianos sublinhou que ele tem "a responsabilidade de proteger os fiéis do perigo de um contágio que poderia ser fatal".

De fato, a Índia continua relatando cerca de 10.000 novos casos de Covid-19 a cada dia. Nesta quarta-feira, os casos confirmados eram 275.413 - dos quais cerca de 50.000 nos últimos cinco dias, a maioria em Nova Délhi, Mumbai e Gujarat, no oeste da Índia. Os óbitos 7.719.

Também o cardeal George Alencherry - líder da Igreja Católica Siro-Malabar de Rito Oriental de Kerala - convidou os bispos a respeitar rigorosamente as medidas de distanciamento social e os protocolos do governo antes de retomar as celebrações públicas, deixando-os livres para decidir, após uma cuidadosa avaliação das situações locais, quando retomar as Celebrações Eucarísticas com a presença de fiéis.

Reabertura por etapas

 

A reabertura das igrejas ocorrerá em etapas, explicou padre Varghese Vallikkatt, porta-voz do Conselho Episcopal, que reúne os bispos dos três ritos presentes no Estado: Siro-Malabar, Siro-Malankarese e Latino. "É um fato - observou ele - que não podemos continuar por muito tempo com o lockdown. Devemos nos preparar para levar uma vida normal, mantendo o distanciamento social e outras formas de auto prevenção, já que a pandemia global permanecerá conosco por algum tempo."

Por outro lado, na Arquidiocese de Bhopal, capital do Estado central de Madhya Pradesh, as igrejas foram reabertas ao público a partir de 9 de junho. O arcebispo Leo Cornelio, de Bhopal, declarou à UCA News ter dado instruções aos "sacerdotes e aos fiéis para seguirem rigorosamente as diretrizes do governo, para que a igreja não se tornasse um foco de infecção".

Padre Vinod Kanat, pároco de Junagadh em Gujarat, uma das regiões mais afetadas do país, na costa oeste da Índia, explicou como a realidade é diferente nos vários Estados, informando que não abrirá a igreja ao público enquanto a situação não se normalizar.

Fiéis colam seus nomes nos bancos da igreja

 

"Enquanto houver dúvidas sobre a distribuição da Comunhão, é melhor continuar com as Missas on-line", disse o sacerdote. Para se sentirem mais próximos e presentes durante a Missa, seus paroquianos decidiram colar seus nomes nos bancos da igreja.

As diretrizes do governo proibiram a distribuição de prasad, ou alimento oferecido aos deuses, nos locais de culto, levantando dúvidas sobre a distribuição da Comunhão, considerada uma forma de prasad na Índia.

Vatican News - AP

10 junho 2020, 10:24