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Igreja em Madri cria grupos de trabalho para enfrentar melhor pós-pandemia

A arquidiocese de Madri decidiu instituir a força-tarefa composta por cinco grupos. O primeiro, que já teve vários encontros através das plataformas on line, é dedicado à atenção das urgências e das novas necessidades emergentes. Consciente da centralidade da pessoa, o grupo está analisando as necessidades reais (espirituais, econômicas, relacionais, emocionais) e, com criatividade, busca “respostas eficazes e adequadas de modo que ninguém fique para trás”

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“Oferecer elementos úteis de análise da realidade que permitam o discernimento e a tradução em prioridades pastorais e propostas operativas em todas as áreas”: com esse objetivo, acolhendo o convite do Papa Francisco de colocar-se à obra neste tempo de emergência sanitária caracterizada pela pandemia da Covid-19, o arcebispo de Madri, na Espanha, cardeal Carlos Osoro Sierra, decidiu instituir cinco grupos de trabalho setorial a fim de analisar a realidade que se encontra na capital ibérica e oferecer, por conseguinte, algumas orientações à Igreja arquidiocesana para enfrentar da melhor forma possível as consequências do coronavírus.

A ideia de base do purpurado é que os grupos, que se reunirão para uma série de encontros durante todo o mês de junho, possam oferecer ao arcebispo de Madri e ao Conselho episcopal todas as informações necessárias neste momento particular.

Presença e pronta resposta da Igreja diante das necessidades

De fato, a Espanha é o segundo país europeu e o quinto no mundo mais atingido pela pandemia. Segundo dados recentes fornecidos pela John Hopkins University, o número dos infectados na Espanha superou 243.200 casos, já os mortos são mais de 27.140. Somente em Madri foram mais de 8.690 vítimas do coronavírus.

Em virtude dessa situação, a Igreja na Espanha respondeu prontamente a todas as necessidades e exigências das pessoas mais em dificuldade. Em Madri, por exemplo, em abril o número das famílias que receberam ajudas financeiras da Caritas arquidiocesana triplicou em relação ao mesmo período de 2019.

Instituição da força-tarefa composta por cinco grupos

Diante de tudo isso e do convite do Santo Padre, a arquidiocese decidiu instituir a força-tarefa composta por cinco grupos. O primeiro, que já teve vários encontros através das plataformas on line, é dedicado à atenção às urgências e às novas necessidades emergentes. Consciente da centralidade da pessoa, o grupo está analisando as necessidades reais (espirituais, econômicas, relacionais, emocionais) e, com criatividade, busca “respostas eficazes e adequadas de modo que ninguém fique para trás”.

Fazem parte do grupo – guiado pela Caritas arquidiocesana de Madri – representantes de várias organizações eclesiais, que tentarão unir os esforços com outras realidades dentro da Igreja, bem como entidades externas, como as administrações públicas, segundo os princípios de solidariedade e subsidiariedade.

Consequências econômicas, culturais, religiosas e sociais

Os outros grupos dizem respeito “ao estudo e às perspectivas” e são compostos por professores universitários e especialistas que analisarão as consequências econômicas, culturais, religiosas e sociais pós-pandemia.

O grupo dos meios de comunicação sociais, com jornalistas e profissionais da comunicação e das redes sociais estudarão qual papel a mídia desenvolverá na sociedade do futuro e a presença da Igreja neles.

Papel que a Igreja poderá desempenhar na pós-pandemia

Outro grupo é formado por cristãos e políticos que terão a tarefa de analisar e aprofundar qual será o papel da política e da Igreja católica na sociedade espanhola após a pandemia.

Por fim, há o “senado das personalidades”, que poderá contar com especialistas do mundo da ciência, da cultura, do direito e da educação comprometidos em ocupar-se das linhas principais dessa mudança de época e sobre qual papel a Igreja poderá desempenhar.

(L’Osservatore Romano)

15 junho 2020, 12:32