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Dom Ojea pede medidas anti Covid emergenciais para habitantes da Amazônia

Uma Amazônia desfigurada, “um território impressionante com 20% das reservas mundiais de oxigênio, as florestas (...), tudo aquilo que é desfigurado pelo mau tratamento; pela extração descontrolada, pela poluição hídrica, pela desertificação”. Em meio a esse contexto de depredação, de maus-tratos, temos a pandemia e “queremos partilhar com os irmãos a situação de emergência humanitária”, diz o presidente dos bispos argentinos, dom Oscar Vicente Ojea

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O bispo de San Isidro e presidente da Conferência Episcopal Argentina, dom Oscar Vicente Ojea, participou de um encontro virtual em que, junto com especialistas, se falou do choro desesperado da Terra e dos pobres na Amazônia, cujo drama hoje foi agravado pelos efeitos devastadores da pandemia do coronavírus.

"Todos somos Amazônia"

Com o lema “Todos somos Amazônia”, a atividade foi organizada pela Universidade de San Isidro (USI) e promovida pelo grupo para o Diploma Superior em Ecologia Integral.

Além do bispo de San Isidro, participaram o secretário executivo da Rede eclesial Pan-Amazônica (Repam), padre Mauricio De López; a Dra. Susana Nuin, do Conselho latino-americano para as ciências sociais (Clacso); o reitor da Universidade Nacional de Jujuy, Rodolfo Tecchi; e Sandra Lassak, da Agência católica alemã de representação.

Pré-Sínodo amazônico

Dom Ojea abriu o encontro recordando o pré-Sínodo sobre a Amazônia: “Através da Repam foi feito um trabalho impressionante para elaborar as perguntas e consultar o povo de Deus para a preparação do Sínodo. Depois, mais de 80 mil respostas dos membros das nossas comunidades”. “Portanto, quando chegamos, ano passado, já tínhamos um documento de trabalho preparado com muita participação do povo de Deus”, evidenciou.

Uma Amazônia desfigurada

Referindo-se ao resultado desta participação, o bispo afirmou que a Igreja encontrou uma Amazônia desfigurada, “atravessada por um rio de mais de 7 milhões de quilômetros quadrados, um território impressionante com 20% das reservas mundiais de oxigênio, as florestas, a sombra para a nossa vida e a riqueza da biodiversidade, tudo aquilo que é desfigurado pelo mau tratamento; pela extração descontrolada, pela poluição hídrica, pela desertificação, pelo abatimento indiscriminado das árvores, pela extinção das espécies; tudo isso marcou o Sínodo, com a ressonância dos pobres”.

Ao término de sua fala, dom Ojea afirmou que “em meio a esse contexto de depredação, de maus-tratos, temos a pandemia, e queremos dar visibilidade particular a isso”, e concluiu dizendo: “Queremos partilhar com os irmãos a situação de emergência humanitária”.

(Fides)

17 junho 2020, 10:34