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Desemprego e novas pobrezas: o grave impacto da pandemia

Acadêmicos, consulentes, especialistas em finanças e lideres da sociedade civil estão discutindo o impacto da Covid-19 nas economias e nas pessoas das Filipinas e do Sudeste asiático, avaliando as oportunidades para uma maior cooperação regional. Segundo o Banco Asiático de Desenvolvimento, a pandemia do coronavírus ameaça a saúde, os meios de subsistência e o bem-estar social em grande parte da Ásia e do Pacífico

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A pandemia e o bloqueio imposto para conter a Covid-19 têm um grande impacto sobre milhões de pessoas indigentes, marginalizadas ou que sobrevivem graças a um rendimento diário nas Filipinas. Segundo especialistas, a crise terá forte repercussão econômica e criará milhões de novos pobres, piorando as desigualdades econômicas e sociais já existentes.

Igreja na linha de frente no combate à fome

A voluntária católica Catherine Dela Cruz, engajada em Manila em programas de assistência e solidariedade promovidos pela Igreja, confirma à Agência Fides: “Os pobres estão vivendo a incerteza da aquisição alimentar e a certeza da fome. As comunidades pobres nas áreas urbanas são gravemente atingidas pela quarentena comunitária. Muitos perderam o trabalho e, com a imposição do bloqueio desde 15 de março, muitos não têm como providenciar alimento”.

As organizações eclesiais estão ajudando os pobres de muitos modos e em várias áreas com bens de primeira necessidade como arroz, gêneros alimentícios, verduras, carne e peixe, em colaboração com as agências governamentais e associações da sociedade civil.

Todos devem participar da missão solidária

Padre Flaviano Villanueva, fundador da Fundação “Arnold Janssen Kalinga”, engajada em prover alimento para os pobres de Manila, afirma à agência missionária da Congregação para a Evangelização dos Povos que “neste momento difícil todos devem participar da missão, isto é, mostrar amor e solidariedade para com aqueles que precisam”.

A Fundação é um lugar para acompanhar os sem-teto a mudar de vida. Oferece uma abordagem holística, sistemática e digna para ajudar as pessoas indigentes ou marginalizadas a melhorar a própria vida e a reinserir-se no tecido social.

Convite ao apoio recíproco entre as pessoas

Recentemente, o administrador apostólico de Manila, o bispo Broderick Pabillo, exortou todos à caridade como “caminho de acesso” à santidade, convidando ao apoio recíproco entre as pessoas durante a pandemia.

Dado que o país do sudeste asiático em si já enfrentava enormes desigualdades sociais e econômicas, são muitas as faixas da população economicamente atingidas pela pandemia, mesmo com o alívio das restrições a partir de 1º de junho feitas pelo governo para reaquecer a economia. Cerca de 70% das empresas podem reabrir neste mês de junho.

A difícil realidade no âmbito do trabalho

Todavia, segundo os observadores, 70% dos trabalhadores podem não voltar ao trabalho porque muitas atividades comerciais ou pequenas empresas começaram a licenciar os funcionários por causa do bloqueio e da perda de renda.

Entre as categorias menos favorecidas, mais de 75 mil dirigentes de pequenos e grandes meios de transporte em Manila perderam as entradas nos últimos três meses. E mais de 50 mil professores part-time nos colégios, nas escolas e nas universidade foram vítimas da política “sem aulas, nada de salário”.

Impacto da Covid-19 nas economias e nas pessoas

Acadêmicos, consulentes políticos, especialistas em finanças e lideres da sociedade civil estão discutindo o impacto da Covid-19 nas economias e nas pessoas das Filipinas e do Sudeste asiático, avaliando as oportunidades para uma maior cooperação regional.

Segundo o Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB - Asian Development Bank), com sede na capital Manila, a pandemia do coronavírus ameaça a saúde, os meios de subsistência e o bem-estar social em grande parte da Ásia e do Pacífico.

Incentivos à difícil retomada econômica

A referida instituição bancária respondeu à crise desde suas fases iniciais, concentrando-se numa vasta série de desafios relacionados à emergência sanitária pública, a suas repercussões econômicas e ao percurso de incentivos rumo à retomada.

Mais de cinco bilhões de dólares, alocados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento, contribuíram para aliviar a tensão fiscal nas economias em desenvolvimento em países como Bangladesh, Butão, Índia, Indonésia, República do Quirguistão, Mongólia e Filipinas.

(Fides)

03 junho 2020, 09:56