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Argentina. A generosidade aumenta a esperança. A coleta tradicional

Também este ano a Caritas convida os cidadãos e os fiéis argentinos a uma colaboração generosa que contribua, neste momento particular de emergência sanitária, para manter os centros de assistência e de acompanhamento que se encontram nas 3.500 paróquias das 66 dioceses do país. O bispo de Quilmes e presidente da Caritas, dom Carlos Tissera, faz votos de que o atual contexto social agravado pela pandemia possa melhorar

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Com o lema “A sua generosidade aumenta a esperança” vai se realizar sábado 13 e domingo 14 de junho, em todas as dioceses argentinas, a tradicional coleta promovida pela Caritas nacional.

Convite a uma colaboração generosa

Este ano, pela primeira vez na história, o organismo caritativo da Igreja católica baseará sua estratégia de coleta de fundos nas redes sociais e nas plataformas de doação digital, dada a dificuldade de efetuar a coleta através de uma presença física, por causa das restrições decididas para contrastar a difusão da Covid-19 que no país sul-americano provocou, até então, a morte de mais de 500 pessoas e o contágio de ao menos 16.800.

Também este ano a Caritas convida os cidadãos e os fiéis argentinos a uma colaboração generosa que contribua, neste momento particular de emergência sanitária, para manter os centros de assistência e de acompanhamento que se encontram nas 3.500 paróquias das 66 dioceses do país.

Em sintonia com medidas de distanciamento social

Embora os envelopes e as urnas para a coleta das ofertas estejam disponíveis para aqueles que desejarem ir às paróquias e colaborar fisicamente no âmbito daquilo que é permitido e com todas as medidas recomendadas pelas autoridades governamentais, “a campanha 2020 estará em sintonia com o atual sistema de distanciamento social para evitar contágios. Nesse sentido, a Caritas buscará promover nas redes sociais e na mídia a difusão da mensagem de solidariedade”, ressalta uma nota do organismo caritativo católico.

Segundo o bispo de Quilmes e presidente da Caritas, dom Carlos Tissera, neste momento a Argentina precisa “de muitos recursos para tantas emergências das nossas famílias e dos nossos irmãos em todo o país, multiplicadas pela situação causada pelo coronavírus e pelo consequente impacto econômico em todos os níveis da sociedade”.

Pandemia limita modos de motivar e encorajar doações

Efetivamente, a Argentina encontra-se, há alguns dias, tecnicamente falida porque não é capaz de pagar suas dívidas. A propósito, o governo está buscando encontrar um acordo com os representantes dos fundos de investimento.

“Vivemos num momento sem precedentes em que o isolamento social, preventivo e obrigatório nos impede de agir como todos os anos, como por exemplo sair pelas ruas e aos lugares públicos para promover a coleta.”

“Do mesmo modo, a ausência de estudantes nas escolas e dos fiéis nos lugares de culto limita notavelmente nossos modos habituais de motivar e encorajar a sociedade em geral.”

Apego das famílias à iniciativa benéfica

“Isso nos leva a afinar nossa engenhosidade para utilizar todos aqueles instrumentos que possam dar visibilidade à coleta”, explica o responsável pela Caritas.

Ademais, o prelado expressa satisfação pelo apego das famílias a essa iniciativa benéfica. “A melhor publicidade da coleta de solidariedade da Caritas é a distribuição e o serviço que são oferecidos hoje nos bairros e nas cidades, em meio aos mais necessitados”, explica dom Tissera.

Não esconder a luz das boas obras

“Mostrar as ações que são realizadas mediante as obras, longe de ser vanglória, deve ser um modo para expressar nossa fé. Não escondemos a luz das boas obras, que nos fazem sentir a finalidade da nossa vida”, acrescenta.

Por fim, o presidente da Caritas faz votos de que o atual contexto social agravado pela pandemia possa melhorar. “Não nos deixemos vencer pelos maus espíritos. Não se deixem vencer pelo mal. Pelo contrário, derrotem o mal fazendo o bem.”

(L’Osservatore Romano)

01 junho 2020, 09:54