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O documento que João Paulo II deu à Igreja Católica é ainda de grande atualidade, pois atesta uma grande amplidão de pensamento ecumênico e uma grande abertura fraterna no coração do Santo O documento que João Paulo II deu à Igreja Católica é ainda de grande atualidade, pois atesta uma grande amplidão de pensamento ecumênico e uma grande abertura fraterna no coração do Santo  (ANSA)

Dom Gerhard Feige agradecido comunhão nascida com Ut unum sint

Hoje, 25 anos após a “Ut unum sint”, estou muito agradecido pela comunidade que cresceu entre os cristãos de diferentes confissões religiosas. Como cristãos de diferentes Igrejas, pertencemos um ao outro. Isto fica evidente também nos dias de crise do Coronavírus, em que se assiste a uma infinidade de atividades ecumênicas em diferentes níveis: serviços comuns, iniciativas de oração, apelos e declarações. No entanto, há muito trabalho ainda a ser feito para que a unidade entre nós se torne cada vez mais visível. Um retorno à Encíclica “Ut unum sint” pode dar-nos um novo impulso!”.

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O presidente da Comissão Ecumênica da Conferência Episcopal da Alemanha, Dom Gerhard Feige, publicou uma mensagem no último dia 27 no site dos bispos da Alemanha, em homenagem ao 25º aniversário da "Ut unum sint", a Encíclica de São João Paulo II que é um verdadeiro apelo à unidade dos cristãos.

Na mensagem intitulada "Ut unum sint", Dom Feige recordou esta Encíclica de São João Paulo II, um documento programático sobre o compromisso com o ecumenismo.

No documento, o Papa retoma a questão ecumênica como tema fundamental do Concílio Vaticano II. A Encíclica que João Paulo II deu à Igreja Católica é ainda de grande atualidade, pois atesta uma grande amplidão de pensamento ecumênico e uma grande abertura fraterna no coração do Santo. A sua Encíclica pode servir, em nossos dias, como encorajamento e incentivo para todos".

Nela, o Papa afirma que a unidade dos cristãos tem suas raízes no Batismo: "Os cristãos são irmãos e irmãs, uns dos outros, porque estão unidos a Cristo através do Batismo e, portanto, estão unidos entre si.

Esta afirmação, diz o arcebispo, é muito importante em âmbito eclesial, pois o Batismo é fundamental para a edificação da Igreja. Daí o reconhecimento mútuo do fato de que o Batismo é uma afirmação eclesiológica básica. Precisamente aqui, a Declaração de Magdeburg, de 2007, tem suas raízes: onze Igrejas alemãs declararam, oficialmente, reconhecer reciprocamente os batizados administrados por elas.

Segundo Dom Feige, é muito significativo também o profundo apreço que João Paulo II tinha pelos bens e os dons, presentes e vividos nas várias Igrejas e Comunidades eclesiais: "A Encíclica fala do diálogo ecumênico como um intercâmbio de dons e um enriquecimento mútuo. O ecumenismo, no espírito da “Ut unum sint”, suscita um espírito de confiança, que continua a nos guiar também no futuro, se quisermos progredir no caminho da plena unidade".

Máxima atenção foi dada ao convite que João Paulo II fez aos irmãos e irmãs das Igrejas e Comunidades separadas, para dialogar sobre o modo de exercer a primazia Papal: “Desta forma, sem colocar em discussão o Papado, como tal, ele abriu a perspectiva de buscar juntos um modo para cumprir seu serviço de unidade para todos os cristãos. A partir deste convite, surgiram impulsos de amplo respiro na discussão, que seguiram no tempo, que devem ser constantemente retomados e aprofundados".

As diretrizes, que vão do Vaticano II ao Papa João Paulo II, foram continuadas por seus Sucessores, Bento XVI e Papa Francisco.

Hoje, 25 anos após a “Ut unum sint”, conclui o Arcebispo Feige, estou muito agradecido pela comunidade que cresceu entre os cristãos de diferentes confissões religiosas. Como cristãos de diferentes Igrejas, pertencemos um ao outro. Isto fica evidente também nos dias de crise do Coronavírus, em que se assiste a uma infinidade de atividades ecumênicas em diferentes níveis: serviços comuns, iniciativas de oração, apelos e declarações. No entanto, há muito trabalho ainda a ser feito para que a unidade entre nós se torne cada vez mais visível. Um retorno à Encíclica “Ut unum sint” pode dar-nos um novo impulso!” (RB)

30 maio 2020, 15:20