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“Todos temos a responsabilidade de enfrentar esta velha questão das desigualdades raciais em nossa sociedade e que esta crise de saúde trouxe à luz.” “Todos temos a responsabilidade de enfrentar esta velha questão das desigualdades raciais em nossa sociedade e que esta crise de saúde trouxe à luz.”   (ANSA)

Bispos do Reino Unido defendem plano de ação contra desigualdades raciais

A crise do coronavírus mostrou a existência de antigas questões das desigualdades raciais na sociedade britânica.

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Um vasto e articulado plano de ação que permita uma "mudança real" na sociedade inglesa e a superação das desigualdades sociais surgiu de modo dramático nessa crise de coronavírus.  E a clamar por ela, é a Associação Católica para a Justiça Racial (CARJ) após os resultados da recente pesquisa do Escritório Britânico de Estatística, que revelou uma desproporção significativa no número de mortes de coronavírus registradas entre minorias étnicas em comparação com a população total. Resultados que levaram o Executivo a realizar uma pesquisa e o Partido Trabalhista a iniciar uma investigação.

Segundo a CARJ, os dados coletados são influenciados por vários fatores intimamente relacionados, nenhum dos quais pode ser subestimado. Entre estes a pobreza, o tipo de trabalho realizado e as condições de moradia que contribuíram para tornar as minorias étnicas no Reino Unido mais vulneráveis ​​do que outros cidadãos.

Outro importante elemento de explicação é a maior presença de trabalhadores provenientes dessas comunidades nos setores considerados essenciais, frequentemente mal pagos: assistência à pessoa, transporte, comércio, limpeza e assistência médica. Além disso -  observa a CARJ – não obstante estivessem mais expostas à infecção, essas categorias não tiveram a precedência nos testes.

Neste sentido, a necessidade destacada pela agência dos bispos ingleses e galeses de um plano de ação a curto e longo prazo.

A curto prazo, trata-se de garantir ajudas urgentes das quais essas comunidades têm necessidade. A longo prazo, deve ser priorizada a luta contra as desigualdades das quais essas categorias são vítimas: remuneração, educação, moradia, emprego.

Mas para melhorar realmente as condições socioeconômicas desses cidadãos - ressalta a CARJ - a implementação desse plano de ação deve ser constantemente monitorada por especialistas e pelos resultados publicados regularmente.

A esperança é que o Executivo resolva seriamente essas problemáticas. Uma esperança compartilhada por Dom Paul McAleenan, presidente do Escritório para as Políticas de Migração da Conferência Episcopal Inglesa e Galesa (CBCEW): “Todos temos a responsabilidade de enfrentar esta velha questão das desigualdades raciais em nossa sociedade e que esta crise de saúde trouxe à luz.”  (LZ)

21 maio 2020, 14:28