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"Quem está habituado a ver Cristo apenas nas igrejas, agora está pelas ruas carregando sua grande mensagem de amor e partilha", afirmou o purpurado "Quem está habituado a ver Cristo apenas nas igrejas, agora está pelas ruas carregando sua grande mensagem de amor e partilha", afirmou o purpurado  (AFP or licensors)

Igrejas podem estar fechadas, mas o coração do cristianismo não, diz cardeal Bo

"O fato de ser uma pequena Igreja, não nos desencorajou para nos aproximar" de nossos irmãos e irmãs em isolamento e em quarentena, e de testemunhar "o amor de Cristo por atos de caridade", que representam " hoje a grande evangelização", disse o purpurado

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"As igrejas podem estar fechadas, mas o coração do cristianismo não". É o que afirma o cardeal Charles Bo, arcebispo de Yangon e presidente da Federação das Conferências Episcopais da Ásia, na Missa dominical de 17 de maio.

Na homilia – segundo relata a UCA News -, o purpurado falou dos gestos de amor dos religiosos, das diocese, dos leigos que, que durante a emergência de saúde causada pela pandemia de coronavírus, partiram o pão com os famintos nas favelas, nos campos de refugiados e povoados, distribuindo alimentos para milhares de pessoas.

"O fato de ser uma pequena Igreja - sublinhou o cardeal - não nos desencorajou para nos aproximar" de nossos irmãos e irmãs em isolamento e em quarentena e de testemunhar "o amor de Cristo por atos de caridade", que representam hoje "a grande evangelização".

"Contente que a nossa fé esteja em ação" - acrescentou o purpurado - "trabalhamos com grande humildade" e "nesta obra encontramos o próprio Cristo, como afirma a Bíblia". "Quem está habituado a ver Cristo apenas nas igrejas - ele disse - agora está pelas ruas carregando sua grande mensagem de amor e partilha".

O cardeal Bo - convidando os fiéis a rezar por aqueles que estão nos campos de refugiados, pelos deslocados e pelos tantos trabalhadores migrantes que não conseguem voltar para casa nesta época de pandemia, em que se tem medo do próximo e se corre o risco de esquecer das pessoas que estão em situação pior do que nós – recordou como "o Papa alertou que a humanidade pode ser afetada por quatro novos vírus piores que a Covid-19: o egoísmo, a indiferença, o desprezo pelos pobres e vulneráveis, ​​e confusão de valores”.

Em 18 de maio, Mianmar registrou 187 casos Covid-19 e seis mortes. (AP)

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20 maio 2020, 13:19