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Missa na Catedral Myeongdong em Seul, em 26 de abril Missa na Catedral Myeongdong em Seul, em 26 de abril  (ANSA)

Novo Santuário de Mokpo será inaugurado em junho

A cada ano, é esperada a visita de 6 milhões de peregrinos coreanos.

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Em fase acelerada a restauração da Catedral de Mokpo, na Diocese de Gwangju, Coreia do Sul. A inauguração está prevista para junho, juntamente com o novo eixo rodoviário limítrofe e a grande área de estacionamento para fiéis e turistas.

Para o projeto, com uma superfície de 30 mil m², foram destinados 34,3 bilhões de won. É esperada a visita de seis milhões de peregrinos a cada ano.

No interior, há também um memorial que recorda o nascimento do primeiro grupo de leigos e um museu de história da Arquidiocese.

Mokpo é considerada uma espécie da Terra Santa local e um lugar especial para os coreanos. Ali, de fato, teve início a atividade missionária de Gwangju e Jeonnam, além de ter sido foi a sede do Hospital St. Golomban, onde muitas vidas foram salvas.

Em Mokpo, em 1898, também existem testemunhos da criação do primeiro núcleo protestante, iniciado pelo missionário presbiteriano Eugene Bell.

O cristianismo na Coreia do Sul

 

Missionários católicos chegaram à Coreia do Sul em 1794, uma década após o retorno do primeiro batizado coreano em uma visita a Pequim. No entanto, os escritos de Matteo Ricci, que foi um dos primeiros missionários jesuítas a residir na corte imperial em Pequim (início do século XVII), foi trazido da China para a Coreia no século XVII. Parece que os estudiosos do Sirhak, ou aprendizagem prática, estavam interessados nesses escritos. O governo proibiu o proselitismo do cristianismo. Alguns católicos foram executados durante o século XIX, mas a lei anticristã não era rigorosamente cumprida. Por volta de 1860, havia cerca de 17.500 católicos no país. Seguiu-se uma perseguição mais rigorosa, em que milhares de cristãos morreram, perseguição essa que perdurou até 1884.

Missionários protestantes entraram na Coreia durante a década de 1880 e, juntamente com os padres católicos, converteram um número notável de coreanos. Missionários presbiterianos e metodistas também foram bem-sucedidos em seu proselitismo. Eles fundaram escolas, universidades, hospitais e orfanatos e desempenharam um papel importante na modernização do país.

Durante a ocupação colonial japonesa, os cristãos estavam na linha de frente na luta pela independência. Fatores que contribuem para o crescimento do protestantismo incluem o estado degenerado do budismo coreano, os esforços dos cristãos para conciliar os valores cristãos e o confucionismo (o último a ser visto como meramente uma ética social e não uma religião), o incentivo à auto sustentação e autogoverno entre os membros da igreja coreana, e a identificação do cristianismo com o nacionalismo coreano.

A profusão de torres de igrejas na maioria das cidades sul-coreanas tem frequentemente chamado a atenção. O cristianismo cresceu exponencialmente nos anos 1970 e 1980, e apesar de um crescimento mais lento na década de 1990, superou o budismo no número de adeptos. Igrejas protestantes, incluindo presbiterianos, pentecostais, metodistas e Santos dos Últimos Dias perfazem cerca de 8% da população total, enquanto os católicos romanos ocupam cerca de 6%. Os cristãos são especialmente fortes no oeste do país, incluindo Seul e Gyeonggi.

A religiosidade na Coreia

 

De acordo com estatísticas compiladas em 2005 pelo governo sul-coreano, aproximadamente 46,5% da população sul-coreana não manifesta uma preferência religiosa.

Da população religiosa, 40,8% são cristãos (dos quais 18,3% (no total) professam ser protestantes e 10,9% autodeclaram-se católicos), 22,8% são budistas, e o restante segue para vários novos movimentos religiosos, incluindo Jeungismo, Daesunismo, Cheondoísmo, Taoísmo, Confucionismo e o budismo Won.

Grandes áreas metropolitanas apresentaram as maiores proporções de pessoas pertencentes a grupos religiosos formais: 49,9% em Seul, 46,1% para Busan, e 45,8% para Daegu. A Coreia do Sul possui o terceiro maior percentual de cristãos no leste da Ásia ou do Sudeste Asiático, superado apenas pela Filipinas e Timor-Leste.

A cidade de Mokpo

 

Mokpo ou Mogpo é uma cidade na província de Jeolla do Sul, localizada na ponta sudoeste da península coreana, perto da montanha Yudal. Mokpo tem serviço de trem freqüente conectando Daejon e Seul, e é o terminal para uma série de estradas de ferro que servem ilhas no adjacente Mar Amarelo e o Parque Marítimo Nacional Dadohae.

Durante a ocupação japonesa (1910-1945), Mokpo serviu como um porto crucial para ambos os empreendimentos comerciais e transportes públicos, devido à sua localização ao longo das rotas marítimas entre o arquipélago japonês e o continente chinês. O grande número de ilhas ao redor do Mokpo também serviu como barreira protetora, tornando a cidade menos vulnerável a marés altas e tsunamis. Na era da ocupação, grandes áreas residenciais foram construídas para acomodar os colonos japoneses, que agora são os distritos históricos da cidade. O fim da Segunda Guerra Mundial e a independência da Coréia em 1945 foram responsáveis ​​pela lenta perda da posição da cidade como anfitriã das principais organizações governamentais e indústrias de tempo de guerra. Isso levou a uma redução no tamanho da Mokpo, que atualmente é uma cidade de porte médio da região de Honam.

O termo Mokpo (木浦 em Hanja) se traduz como "o porto com uma grande parte das florestas".

06 maio 2020, 12:16