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. Muitos católicos australianos, indivíduos e instituições, mesmo do exterior, responderam generosamente ao apelo, permitindo arrecadar mais do que os 100.000 dólares australianos estabelecidos como meta. . Muitos católicos australianos, indivíduos e instituições, mesmo do exterior, responderam generosamente ao apelo, permitindo arrecadar mais do que os 100.000 dólares australianos estabelecidos como meta.   (ANSA)

Austrália: Covid-19 não impede solidariedade da Igreja às vítimas dos incêndios

"Não estamos interessados ​​em saber qual dos dois desafios é o mais sério: queremos dizer que a Igreja australiana não esqueceu quem está lutando para sobreviver após os incêndios e quem está pronto para alocar novos fundos para ajudar", afirmou a presidente da Catholic Emergency Relief Australia (CERA)

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A emergência Covid-19 não detém a solidariedade da Igreja na Austrália em favor das populações afetadas pelos incêndios que nos meses passados devastaram grandes regiões do país, mesmo que suas operações tenham baixado o ritmo durante o bloqueio.

Para coordenar as ajudas enviadas por várias instituições e agências católicas comprometidas no campo da solidariedade, a Igreja na Austrália lançou em fevereiro o Catholic Emergency Relief Australia (CERA), um novo sistema de colaboração para desastres naturais no país.

O organismo conseguiu distribuir a maior parte dos primeiros fundos para a emergência incêndio graças à Vinnies Bushfire Appeal, a coleta organizada pela Sociedade São Vicente de Paolo no Dia da Austrália em 26 de janeiro, mas a obra dos voluntários para o apoio material, psicológico e pastoral às comunidades afetadas, tem sido em grande parte interrompido desde o início da pandemia, revela Susan Pascoe, presidente da CERA.

 

Solidariedade em duas frentes

 

E isso, em um momento em que as consequências sociais e financeiras dos incêndios são agravadas pela crise da Covid-19. No entanto, a nova emergência de saúde não impediu a generosidade dos católicos australianos. Após o Vinnies Bushfire Appeal, a CERA continuou a recolher doações para ajudas a médio e longo prazo.

Uma primeira parcela de fundos será dedicada ao apoio psicológico às pessoas traumatizadas pelo luto ou pela perda de seus bens, realizada por consultores e especialistas pastorais das Congregações religiosas, escolas e hospitais.

"A atenção da CERA está focada na retomada, que deverá levar meses, senão anos", explica Pascoe. Mas a ajuda do organismo não se limitará apenas às vítimas dos incêndios. Também apoiará outras iniciativas implementadas pela Igreja na Austrália para a emergência sanitária, na consciência de que as duas crises estão intimamente ligadas: "Não estamos interessados ​​em saber qual dos dois desafios é o mais sério: queremos dizer que a Igreja australiana não esqueceu quem está lutando para sobreviver após os incêndios e quem está pronto para alocar novos fundos para ajudar."

Os maiores doadores

 

Os fundos arrecadados na primeira coleta terminarão em 5 de junho. Muitos católicos australianos, indivíduos e instituições, mesmo do exterior, responderam generosamente ao apelo, permitindo arrecadar mais do que os 100.000 dólares australianos estabelecidos como meta.

Entre os doadores mais generosos está a comunidade vietnamita de Sydney, a Congregação das Irmãs da Santa Fé e a Arquidiocese de Kuala Lumpur, na Malásia.

Ursula Stephens, administradora delegada dos Catholic Social Services Australia, membro da CERA, agradeceu a todos os doadores: "Vamos retribuir essa generosidade com o trabalho de nossas agências católicas que poderão mudar a vida de muitas pessoas", disse ela (LZ)

22 maio 2020, 13:59