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Argentina celebra com "Ação de Graças" 210 anos de independência

“Passaram-se 210 anos do primeiro grito de liberdade da nossa terra”. Embora “as condições de isolamento não nos permitam realizar a festa popular”, “esta data é favorável de modo que do nosso coração, no seio de nossas famílias, podemos rezar e agradecer a Deus pela Pátria”. Dom Lozano refere-se também à pandemia, que “provocou no mundo o desmoronamento de muitas falsas seguranças. Situações em que agora muitos vivem com medo, com angústia”

Cidade do Vaticano

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A Argentina celebrou em 25 de maio sua festa nacional. O arcebispo de San Juan de Cuyo, dom Jorge Lozano, presidiu na Catedral de São João Batista à celebração de Ação de Graças – o tradicional Te Deum – de 25 de maio, pelos 210 anos de independência da nação.

No início da sua homilia, disse: “Passaram-se 210 anos do primeiro grito de liberdade da nossa terra”. Embora “as condições de isolamento não nos permitam realizar a festa popular”, todavia, “esta data é favorável de modo que do nosso coração, no seio de nossas famílias, podemos rezar e agradecer a Deus pela Pátria”.

Pandemia fez desmoronar muitas falsas seguranças

Na nota enviada à Fides – agência missionária da Congregação para a Evangelização dos Povos –, dom Lozano referiu-se à situação da pandemia, que “provocou no mundo o desmoronamento de muitas falsas seguranças. Situações em que agora muitos vivem com medo, com angústia”.

“Muitos de nós viram os planos mudados, tanto pessoais como da comunidade. A vida mudou e nos damos conta de que somos frágeis e vulneráveis. Tivemos que suspender as atividades planejadas e nos deparamos com outras que não tínhamos nem mesmo imaginado”, observou o prelado.

Somos todos irmãos, ninguém deve sentir-se sozinho

Em seguida, falou da situação atual evocando a imagem de um eclipse do sol: “No eclipse não vemos o sol, mas sabemos que está lá. Neste fenômeno não podemos fazer outra coisa a não ser esperar a passagem do eclipse e o retorno da luz. Mas quando estamos na escuridão podemos colocar um pouco de luz, algo que podemos fazer para que chegue o alvorecer”.

Nesse sentido, o arcebispo de San Juan de Cuyo fez duas propostas: “afirmar certezas e reforçar os compromissos”. Mas “quais são as certezas que temos?” – perguntou-se. As basilares: “Deus nos criou por amor, nos quer irmãos, ninguém deveria sentir-se sozinho. Agradecemos a Deus pela vida e em cada um dos nossos semelhantes reconhecemos que somos imagem e semelhança de Deus, que somos irmãos”.

O Papa Francisco: ninguém se salva sozinho

“Não devemos esquecer esta certeza, porque “ninguém se salva sozinho”, como nos disse o Papa, e porque muitos dos nossos irmãos devem ser reconhecidos como tais para atravessar essa onda”, acrescentou.

Dom Lozano convidou “a reconhecer que Deus está presente nos pobres, nos doentes, nos esquecidos, em quem ninguém pensa. Está presente também naqueles que dão assistência, nos agentes de saúde, naqueles que organizam a solidariedade, naqueles que têm responsabilidades públicas”.

País vive angústia com reabertura de focos de coronavírus

Na Argentina são confirmados mais de 14.600 casos de Covid-19 e se registram mais de 500 mortos. Apesar de a cifra ser inferior a de outras nações latino-americanas, o país vive momentos de angústia por ver reabertos focos de coronavírus em alguns lugares muito populares e pobres.

Estes dias Villa Azul, um bairro popular na periferia de Buenos Aires, foi literalmente isolada com barras de metal para impedir a saída ou entrada de pessoas na localidade, a fim de evitar a propagação do vírus.

29 maio 2020, 09:57