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Interior da Igreja de São Sebastião em Negombo, em 22 de abril de 2019, dia seguinte aos atentados de Páscoa Interior da Igreja de São Sebastião em Negombo, em 22 de abril de 2019, dia seguinte aos atentados de Páscoa  (AFP or licensors)

Amamos os inimigos que nos mataram, diz cardeal Ranjith, um ano após atentados

"Como somos seres humanos, poderia ter havido uma resposta egoísta, mas naquele momento prestamos atenção à mensagem de Cristo e amamos os inimigos que nos mataram", afirmou o cardeal, destacando como às vezes faz parte da natureza humana ferir com raiva outras pessoas. "Mas renunciamos à esta natureza humana – observou ele - e escolhemos a vida da ressurreição do Senhor, a ressurreição é a total rejeição do egoísmo".

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Na homilia da Missa do Domingo de Páscoa,  o arcebispo de Colombo, cardeal Malcolm Ranjith, recordou aos fiéis – segundo relata a UCA News - a mensagem de Cristo para amar seus inimigos. O purpurado afirmou que os católicos perdoaram os terroristas suicidas, afiliados ao grupo extremista islâmico local National Thowheed Jamath, que semeou terror no país em 21 de abril do ano passado, Domingo de Páscoa, nos atentados com explosivos conta três igrejas e três hotéis, deixando um saldo de 279 mortos e mais de 500 feridos.

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"Como somos seres humanos, poderia ter havido uma resposta egoísta, mas naquele momento prestamos atenção à mensagem de Cristo e amamos os inimigos que nos mataram", afirmou o cardeal, destacando como às vezes faz parte da natureza humana ferir com raiva outras pessoas.

"Mas renunciamos à esta natureza humana – observou ele - e escolhemos a vida da ressurreição do Senhor, a ressurreição é a total rejeição do egoísmo".

 

"Tivemos piedade deles e pedimos que não repetissem o que fizeram", sem odiá-los e dando-lhes uma lição, acrescentou o cardeal Ranjith. "Este é o significado da civilização e esta é a ressurreição."

Antony Camilus, um ativista cristão de Negombo, que frequentava a Igreja São Sebastião, uma das três atingidas pelos ataques a bomba, declarou à UCA News que o choque causado pelos ataques não diminuiu nas pessoas e que as famílias ainda estão sofrendo muito pela perda de seus filhos e pais.

Após os ataques reivindicados pelo Estado Islâmico, a população em geral e os líderes religiosos acusaram os políticos e funcionários do governo de não terem impedido os ataques terroristas. A Conferência Episcopal do Sri Lanka e o cardeal Ranjith apelaram ao governo para nomear uma comissão independente para conduzir uma investigação imparcial e levar os responsáveis ​​perante a lei.

O ex-presidente Maithripala Sirisena criou uma comissão presidencial para investigar os ataques, o mesmo sendo feito pelo atual presidente Gotabaya Rajapaksa, prometendo fazer justiça às vítimas.

Até agora, a polícia prendeu 135 pessoas ligadas aos ataques em 21 de abril de 2019.

Policiais e militares olham destruição provocada pelas explosões na Igreja de São Sebastião
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14 abril 2020, 09:19