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“A dor e doença são duas realidades que todo ser humano experimenta em algum momento de sua vida. Contudo, à luz da morte e ressurreição do Senhor, essas duas realidades adquirem significado", diz o arcebispo do Panamá, Dom Domingo Ulloa Mendieta “A dor e doença são duas realidades que todo ser humano experimenta em algum momento de sua vida. Contudo, à luz da morte e ressurreição do Senhor, essas duas realidades adquirem significado", diz o arcebispo do Panamá, Dom Domingo Ulloa Mendieta  (AFP or licensors)

A dor de não poder dizer adeus

“Hoje, mais do que nunca, somos chamados a ser os bons samaritanos da parábola, irradiando a pessoa de Jesus Cristo e oferecendo aquele precioso acompanhamento pastoral de que a pessoa precisa, tanto os doentes como aqueles que perderam seus entes queridos".

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O arcebispo metropolitano do Panamá Dom Domingo Ulloa Mendieta, se diz muito entristecido pela proibição de celebrar funerais públicos, o que impede a muitos de se despedirem de seus amigos e entes queridos, vítimas de Coronavirus.

“A dor e doença são duas realidades que todo ser humano experimenta em algum momento de sua vida. Contudo, à luz da morte e ressurreição do Senhor, essas duas realidades adquirem significado – escreve o prelado em uma nota. Cristo venceu a morte e a venceu por nós, fazendo-nos ganhar a vida eterna: isso é o que nós cristãos creditamos”.

"A Igreja, como mãe, continua neste momento a vigiar por seus filhos e filhas que sofrem de problemas de saúde, para que possam receber o acompanhamento pastoral de que necessitam, tanto na esfera espiritual quanto humana, porque é quando mais desejam sentir o apoio de seus irmãos e irmãs - continua o arcebispo – que essa missão se torna mais significativa diante da crise de saúde que a humanidade está enfrentando”.

“Hoje, mais do que nunca, somos chamados a ser os bons samaritanos da parábola, irradiando a pessoa de Jesus Cristo e oferecendo aquele precioso acompanhamento pastoral de que a pessoa precisa, tanto os doentes como aqueles que perderam seus entes queridos".

Devido às medidas necessárias para conter o contágio, assinala Dom Ulloa Mendieta, não é possível acompanhar os parentes dos doentes e os que morreram por essa causa: eles são cremados sem que os parentes possam dizer o último adeu

“Estamos cientes de que essas medidas de saúde são muito drásticas, mas também necessárias para conter o possível contágio e para a proteção dos familiares do falecido. No entanto, isso não alivia a dor de não poder estar com o falecido nos últimos momentos e sem a possibilidade de dizer adeus".

A esse respeito, na Arquidiocese do Panamá, é oferecida às famílias que tiveram pessoas falecidas devido ao Covid-19 a oportunidade de manter as cinzas sob custódia, até que a pandemia passe e então, o funeral possa ser celebrado.

Até novas disposições, de fato, o funeral pode ser realizado na presença de no máximo cinco pessoas.

10 abril 2020, 13:36