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Coronavírus, CMI: a “fase 2” da pandemia deve enfrentar a emergência climática

O Conselho Mundial de Igrejas deseja um rápido restabelecimento da emergência de saúde a fim de “construir um futuro mais saudável no qual a família humana viva, respeitando a natureza e a Mãe Terra da qual todos dependemos”.

Cidade do Vaticano

Numa mensagem divulgada no último dia 22, por ocasião do Dia Mundial da Terra, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) afirma que a “fase 2, de recuperação da pandemia de coronavírus, deve considerar e enfrentar a emergência climática”.

O organismo eclesial deseja um rápido restabelecimento da emergência de saúde a fim de “construir um futuro mais saudável no qual a família humana viva respeitando a natureza e a Mãe Terra da qual todos dependemos”.

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“As escolhas que fazemos agora moldarão a nossa sociedade por anos e é essencial que os esforços para reconstruir as economias coloquem a saúde das pessoas antes do lucro”, afirma a mensagem. O CMI sublinha também que “os governos prometeram somas extraordinárias de dinheiro para resolver os desastres econômicos causados por essa pandemia, mas o dinheiro não deve ser usado para financiar a degradação ambiental futura”.

Espera-se que não se volte a “relançar os subsídios para combustíveis fósseis e os padrões de consumo nocivos”, mas que se leve em consideração “as medidas necessárias para combater as mudanças climáticas com uma abordagem bem gerenciada, planejada e justa”. Em particular, a mensagem pede “uma reconstrução que apoie os direitos humanos, a saúde e o bem-estar dos cidadãos como elementos críticos para a estabilidade e a segurança de todos os países”. Trata-se de “olhar além desse momento de medo com coragem moral”, porque “este é o momento de criar juntos uma sociedade mais saudável”.

O CMI expressa suas condolências pelos danos causados pelo Covid-19, dentro os quais a perda de vidas humanas em todo o mundo, mas também pelos traumas causados a muitas comunidades vulneráveis: “Estamos horrorizados com o aumento das violações de direitos humanos, incluindo racismo, vigilância extrema, xenofobia, abuso de poder e violência doméstica”, ressalta a mensagem. O organismo convida a aproveitar esse momento histórico para uma reflexão profunda sobre os modelos de vida atuais.

“A fase 2 deve começar com a consciência de que Deus confiou a Criação aos homens para administrá-la”, acrescenta Isabel Apawo Phiri, vice-secretária geral do CMI.

Portanto, chegou a hora de “fazer mudanças fundamentais em nossos sistemas econômicos e sociais, a fim de preservar a criação de Deus e o futuro de nossos filhos e netos”. “Não pode haver uma recuperação verdadeira sem justiça socioeconômica”, conclui o CMI.

24 abril 2020, 10:39