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Domingo de Ramos no Iraque Domingo de Ramos no Iraque  (AFP or licensors)

Iraque: alarme do cardeal Sako, o futuro do país é assustador

Olhando para o contexto da pandemia de Covid-19, que registrou mais de 2 mil casos positivos no Iraque, o cardeal Sako convida todos os iraquianos a “acabar com os conflitos e deixar de lado os interesses pessoais, em nome da unidade e da solidariedade a fim de repelir um inimigo comum, o coronavírus, que ameaça a vida, a economia e as relações sociais e religiosas do país”.

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Parece que “o Iraque seja apenas uma questão geográfica e não um problema de pessoas que sofrem”. É o que escreve o cardeal Louis Raphael I Sako, patriarca de Babilônia dos Caldeus, numa nota divulgada no site do Patriarcado Caldeu.

“Parece que o Iraque não seja um tema a ser abordado na agenda das forças políticas em geral, e que os cidadãos não merecem ser objeto de atenção”, escreve o purpurado. Dom Sako faz um apelo ao relançamento do país através de um governo nacional marcado pela “integridade, patriotismo, imparcialidade e lealdade”, de políticos que permaneçam distantes de “ambições pessoais ou partidárias” e que saibam cumprir seus esforços para “fazer reviver o país e colocar-se a serviço de seus filhos”.

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“É um sonho, mas esperamos que se torne realidade”, ressalta o patriarca. Olhando para o contexto da pandemia de coronavírus, que registrou mais de 2 mil casos positivos no Iraque, o cardeal Sako convida todos os iraquianos a “acabar com os conflitos e deixar de lado os interesses pessoais, em nome da unidade e da solidariedade a fim de repelir um inimigo comum, o coronavírus, que ameaça a vida, a economia e as relações sociais e religiosas do país”.

O purpurado faz também um apelo para “formar um governo nacional que construa uma pátria que seja dona de seu próprio destino e guardiã de sua riqueza, um governo que saiba satisfazer os pedidos de trabalho e serviços do povo”. “Esperamos que esse apelo seja levado a sério porque o país está à beira do abismo”, reitera o patriarca caldeu.

O cardeal Sako dirige um pensamento aos cristãos “perseguidos, marginalizados, deslocados e obrigados a emigrar”. Eles “sofreram e sofrem por causa do fundamentalismo e do terrorismo. Mais de um milhão deles foram abandonados, suas igrejas bombardeadas e destruídas, suas casas e propriedades saqueadas”, enfatiza o purpurado.

Portanto, existe o medo de que “no futuro eles possam perder a terra, as raízes históricas e a identidade, pois estão espalhados nos quatro cantos do mundo”. “Nos sentimos amargurados”, frisa o cardeal, que conclui a nota com uma oração a Deus a fim de que salve “o Iraque e os iraquianos do coronavírus e de todas as formas de vírus, e que eles saiam da crise atual mais fortes e saudáveis”.

30 abril 2020, 12:25