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Um sinal concreto de proximidade com os atingidos pela pandemia de coronavírus no Iraque. Os párocos de Bagdá decidiram doar seus salários para apoiar a população durante a emergência. A decisão foi tomada na quinta-feira, ao final da reunião convocada na capital iraquiana pelo patriarca de Babilônia dos Caldeus , cardeal Louis Raphael Sako, da qual também participaram os bispos auxiliares Shemon Warduni e Basilio Yaldo.
A contribuição dos sacerdotes de Bagdá no valor de cerca de 25 milhões de dinares iraquianos soma-se aos 90 mil dólares já alocados pelo Patriarcado caldeu. Durante a reunião, também foi avaliada a situação das medidas adotadas pela Igreja e, em conformidade com o que foi decidido pelas autoridades iraquianas, foi reiterada a necessidade de evitar nas paróquias a realização de atividades em grupo, como o catecismo. Nesse sentido, foi sugerido um uso ainda mais amplo da web e das mídias sociais para manter vivo o contato com os fiéis.
O patriarca Sako também confirmou o compromisso e a proximidade da Igreja com as famílias mais pobres e necessitadas, fazendo votos que nesta situação todos os iraquianos deixem de lado as divisões e interesses pessoais e que, com a ajuda de Deus, essa crise passe rapidamente e a vida volte ao normal.
Dos países árabes do Oriente Médio, o Iraque é o mais afetado pelo Covid-19, com 1708 casos positivos e 86 mortes. 1171 pessoas se recuperaram. No entanto, os números oficiais são controversos. Segundo fontes médicas independentes, os números seriam muito maiores.