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Soldado do Exército da República Democrática do Congo patrulha região de Butembo Soldado do Exército da República Democrática do Congo patrulha região de Butembo  (AFP or licensors)

Sacerdote agredido na RDC tem três dedos amputados

No ataque de segunda-feira, também ficaram feridas outras três pessoas. Já em outro povoado, no mesmo dia, um ataque resultou em duas mortes.

Tiziana Campisi – Cidade do Vaticano

Um sacerdote foi agredido na última segunda-feira na República Democrática do Congo. Trata-se do pároco da Igreja do Imaculado Coração de Fataki, padre Guy-Robert Mandro, Diocese de Bunia, Província de  Ituri.

Em um comunicado de imprensa, a Cúria diocesana condenou com veemência "esse ataque" e solicitou às autoridades competentes para investigarem a agressão, para que os autores sejam identificados o mais rápido possível e julgados de acordo com a lei.

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O sacerdote foi vítima de uma emboscada quando se dirigia para Kondoni, para verificar a situação após terem circulado informações sobre a presença de homens armados, possíveis membros da Coalizão dos Democratas Congoleses, uma milícia Maï-Maï.

Gravemente ferido por facões na parte de trás do corpo, na cabeça e com três dedos amputados, padre Mandro foi transportado para Bunia em um helicóptero da Missão das Nações Unidas, para receber os cuidados necessários.

A Diocese de Bunia pede que seja garantida a segurança para a população em Fataki e convida os fiéis católicos a rezar pelo padre Mandro.

No ataque de segunda-feira, também ficaram feridas outras três pessoas. Já em outro povoado, no mesmo dia, um ataque resultou em duas mortes.

Localizada no nordeste do país, a Província de Ituri, que é rica em ouro, foi palco de um violento conflito entre as comunidades Hema e Lendu no início de 2000. Desde dezembro de 2017, as hostilidades voltaram a forçar as populações locais a fugir de suas aldeias.

As milícias Maï-Maï são grupos de autodefesa nascidos durante a Segunda Guerra do Congo (1998-2002), para resistir a ataques do exército ruandês e de grupos rebeldes congoleses.

Devido aos vários conflitos, segundo os Médicos Sem Fronteiras, mais de 200 mil pessoas vivem em campos sem nenhuma segurança ou qualquer tipo de acolhida ou cuidados.

13 março 2020, 10:15