Busca

Vatican News
Papa Francisco na visita ao Centro Astalli, em 10 de setembro de 2013 Papa Francisco na visita ao Centro Astalli, em 10 de setembro de 2013 

Apelo dos jesuítas na Itália: não interrompam a ajuda aos refugiados por causa do coronavírus

O Pe. Camillo Ripamonti, do Centro Astalli, conhece as dificuldades do momento, inclusive pelas medidas de restrição impostas pelo Covid-19, que tornam “mais complexo o colocar-se a serviço”. Todavia, é justamente “a vulnerabilidade e a fragilidade que mora em todos nós” que ajuda o próximo neste período de emergência.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

O presidente do Centro Astalli, a sede italiana do Serviço dos Jesuítas para os Refugiados (JRS), Pe. Camillo Ripamonti, faz um apelo a agentes, voluntários, benfeitores e migrantes que se dirigem à estrutura: não interrompam a ajuda aos refugiados por causa do coronavírus.

Ouça e compartilhe!

Através de um comunicado, o sacerdote expressa proximidade e agradecimento sincero a todos aqueles que trabalham no setor. Além disso, Pe. Camillo se diz consciente do fato que as dificuldades do momento tornam “mais complexo o colocar-se a serviço”. Todavia, é justamente “a vulnerabilidade e a fragilidade que mora em todos nós” que ajuda a nos colocar “de maneira ainda mais íntima, próximos a quem serve”. Ser “pobre com os pobres”, então, é a exortação do Centro Astalli.

Naturalmente, tudo feito numa ótica de responsabilidade que coloque junto “o respeito das indicações das autoridades sanitárias e institucionais competentes, com a prudência e com a humanidade”. O Pe. Camillo finaliza explicando que o serviço do Centro Astalli é realizado com as pessoas que fazem parte de algumas das faixas mais frágeis da sociedade, muitas das quais “viveram graves epidemias e situações de emergência”, então, temem de ter que reviver situações dramáticas análogas: “agora, mais do que nunca, devemos nos acompanhar reciprocamente para superar o momento presente, sempre tomando as melhores decisões”.

12 março 2020, 07:22