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Dom Gomez: Urbi et Orbi do Papa, evento histórico que nos convida à conversão

“Compreendemos ter participado de um momento histórico porque o mundo inteiro, através dos meios de comunicação, se recolheu em oração junto ao Sucessor de Pedro diante da presença viva de Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia”, afirma o arcebispo. “O Papa nos diz que esta pandemia é para nós um momento de conversão, um momento de fazer escolhas sobre aquilo que realmente conta em nossa vida, para mudar prioridades das nossas sociedades”

Cidade do Vaticano

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Um momento histórico, “intenso e comovente” que nos convida a refletir sobre nossa fé e sobre nossas vidas e sociedade. Com essas palavras, numa nota, o arcebispo de Los Angeles e presidente da Conferência Episcopal dos EUA (Usccb), dom José Horacio Gomez, comenta a meditação, na tarde de sexta-feira (27/03), numa Praça São Pedro vazia, proposta pelo Papa Francisco sobre a atual pandemia do coronavírus.

Momento histórico

“Todos compreendemos ter participado de um momento histórico porque o mundo inteiro, através dos meios de comunicação, se recolheu em oração junto ao Sucessor de Pedro diante da presença viva de Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia”, escreve o arcebispo.

“Em sua mensagem o Papa nos recorda que este tempo de coronavírus é um chamado à coragem e à fé – afirma – que não significa simplesmente concordar com ideias, mas decidir confiar a nossa vida a Cristo e seguir Seu caminho, para abraçar a sua Cruz.”

Momento de conversão

“O Papa nos diz que esta pandemia é para nós um momento de conversão, um momento de fazer escolhas sobre aquilo que realmente conta em nossa vida, para mudar as prioridades das nossas sociedades”, continua a nota de dom Gomez.

“É chegado o tempo de dirigir-se a Deus e reconhecer que, independentemente de quanto é avançada a nossa civilização e tecnologia, não podemos salvar-nos. Precisamos de Deus”, acrescenta o presidente dos bispos estadunidenses.

Oração e serviço, nossas melhores armas

O arcebispo de Los Angeles recorda as palavras prementes de Francisco sobre o heroísmo de tantas pessoas comuns muitas vezes esquecidas (médicos, enfermeiros e enfermeiras, funcionários dos supermercados, responsáveis pela limpeza, assistentes de pessoas necessitadas de cuidados, transportadores, forças da ordem, voluntários, sacerdotes, religiosos e tantos outros) que nestes dias extraordinários continuam seu trabalho com paciência, recordando-nos que a oração e o serviço silencioso “são nossas armas vencedoras” contra a pandemia.

Coragem de amar e servir nossos irmãos

Daí, na conclusão da nota, o convite do prelado a unir-nos ao Papa “no pedido ao Senhor, através da intercessão de Maria, que abençoe nosso mundo e nos dê a coragem de amar e servir nossos irmãos e irmãs neste momento de provação”.

28 março 2020, 11:51