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A violência no país contra a população se intensificou nos últimos tempos A violência no país contra a população se intensificou nos últimos tempos  (AFP or licensors)

África: um pastor cristão e 4 filhos são sequestrados e mortos em Burkina Faso

A notícia foi divulgada por fontes das Forças de Segurança do país africano. A família foi sequestrada ainda na segunda-feira (10) e os corpos foram encontrados quatro dias depois. A violência no país contra a população se intensificou nos últimos tempos. As vítimas são principalmente cristãos católicos e protestantes.

Andressa Collet – Cidade do Vaticano

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Mais uma notícia de violência que chega de Burkina Faso através do jornal vaticano L’Osservatore Romano. Segundo informações de fontes das Forças de Segurança do país africano, um pastor cristão e seus filhos foram sequestrados na segunda-feira (10) e encontrados sem vida numa localidade chamada Sebba, na província de Yagha, região do Sahel.

O religioso e seis filhos, entre eles duas filhas, foram sequestrados durante a noite por um grupo de homens armados e não identificados. As duas meninas foram soltas depois, enquanto o homem e os quatro meninos foram executados a poucos quilômetros da cidade, próximo à fronteira com Níger. Os corpos foram recuperados na quinta-feira (13) por uma equipe das Forças de Segurança.

O exército do país anunciou que ter “neutralizado” 17 supostos terroristas numa operação realizada na localidade de Bapilinga, região central de Burkina Faso.

As vítimas: cristãos católicos e protestantes

A violência no país contra a população se intensificou nos últimos tempos. Em particular, são sempre mais frequentes os ataques armados de matriz jihadista em lugares de culto e contra os membros da comunidade cristã. As Forças de Segurança têm dificuldades para conter as ações dos terroristas por falta de homens e recursos.

O ano de 2019 foi particularmente violento, com uma onda de ataques terroristas e violência religiosa. A maior parte dos atentados foi atribuída a grupos de jihadistas militantes. As vítimas são principalmente cristãos católicos e protestantes.

14 fevereiro 2020, 18:41