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Civis curdos fogem da ofensiva turca em território sírio em outubro de 2019 contra combatentes turcos. Civis curdos fogem da ofensiva turca em território sírio em outubro de 2019 contra combatentes turcos.  (AFP or licensors)

Libertado monge sírio-ortodoxo preso na Turquia

O monge foi acusado de colaborar com o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), uma organização Curda antifascista que desde 1984 combate o estado turco, exigindo um Curdistão autônomo e mais direitos culturais e políticos para os curdos na Turquia.

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O monge sírio-ortodoxo Sefer Bileçen, preso no dia 9 de janeiro pelas forças de segurança turcas acusado de oferecer ajuda e cobertura a militantes do PKK, foi libertado da prisão, mas não poderá deixar sua residência. O Partido dos Trabalhadores do Curdistão é considerado pelas autoridades pelo governo de Ancara como uma organização terrorista.

O sacerdote foi libertado na terça-feira, 14 de janeiro, a pedido de seus advogados, e depois que o religioso se comprometeu a não deixar sua casa e a viver em condição de liberdade parcial até as acusações de cumplicidade com os membros do PKK ser confirmada ou desmentidas.

Padre Sefer Bileçen, sacerdote do Mosteiro Mor Yakup em Nusaybin (a antiga Nisibi, atualmente incluída na Província turca de Mardin), após a sua prisão, foi levado diante de um juiz do tribunal local sob a acusação de apoiar "uma organização terrorista".

Nos dias sucessivos à prisão, a mídia turca havia informado que as investigações sobre o monge tiveram início em setembro de 2018, quando câmeras montadas em dois drones dos serviços de segurança turcos filmaram dois militantes do PKK entrando no mosteiro de Mor Yakup.

Desde então o mosteiro e, em particular o monge Sefer, foram colocados sob vigilância pelos serviços de inteligência.

Em setembro de 2019, um militante do PKK preso pelas forças de segurança turcas confessou ter visitado o mosteiro de Mor Yakup várias vezes para comer, beber e descansar. Também outros testemunhos relatados pela mídia turca confirmam que a suposta "cumplicidade" atribuída pelas autoridades turcas ao monge sírio-ortodoxo, que se limitou à simples oferta de alimentos e bebidas a pessoas que disseram estar com fome e sede.

(GV - Agência Fides)

17 janeiro 2020, 08:39