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Martin Luther King, 1968 Martin Luther King, 1968 

EUA: apelo para construir a "comunidade amada" de Martin Luther King

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, dom José H. Gomez, se diz agradecido pelo exemplo de solidariedade dado por King para com aqueles que sofrem injustiça e pelo seu testemunho de amor e não-violência na luta pela mudança social.

Cidade do Vaticano

“Estamos cientes de estar longe do sonho do reverendo Martin Luther King Jr para os Estados Unidos, "comunidade amada" pela qual deu a sua vida.”

Estas são as palavras do presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, dom José H. Gomez, em vista do aniversário da morte do reverendo King que será celebrado, no país, no próximo dia 20.

O arcebispo se diz agradecido pelo exemplo de solidariedade dado por King para com aqueles que sofrem injustiça e pelo seu testemunho de amor e não-violência na luta pela mudança social.

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Ele reconhece o caminho que o país fez nos últimos anos, mas enfatiza que não é suficiente. Ainda há muita injustiça enraizada no racismo e na discriminação e ainda são muitos os jovens afro-americanos mortos nas ruas ou trancados atrás das grades. Os bairros habitados por minorias, “ilhas solitárias de pobreza”, ainda são os da época de Martin Luther King.

“Nos últimos anos, vimos a epidemia inquietadora do racismo. O aumento de ataques antissemitas, manifestações de nacionalismo branco, violência contra os hispano-americanos e outros imigrantes. O que precisamos e pedimos é a conversão verdadeira do coração, uma conversão que causará mudança e reforma de nossas instituições e da sociedade”, ressalta dom Gomez, citando a carta pastoral dos bispos sobre o racismo de 2018.

“Somente comprometendo-nos a “construir "a comunidade amada", uma nação em que todos os homens e mulheres são tratados como filhos de Deus, feitos à sua imagem e dotados de dignidade, igualdade e direitos que nunca podem ser negados, não se importando com a cor da pele, a língua que falam ou o lugar em que nasceram, será possível honrar com dignidade a memória de Martin Luther King”, conclui dom Gomez.

                                     

17 janeiro 2020, 11:32