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Apelo dos bispos filipinos: crescer na unidade e na paz

O episcopado filipino enfatiza o “diálogo construtivo e significativo como caminho para a paz e para a unidade”, que pode ser alcançada somente a partir da presença do amor de Deus, “um amor que chega a amar os inimigos e a ser dispostos a sofrer e até mesmo morrer pelos outros”. Se não sentirmos esse tipo de amor – alertam os bispos –, realmente não poderemos ir longe no diálogo com aqueles com os quais temos visões e condições de vida diferentes

Cidade do Vaticano

Os bispos das Filipinas decidiram dedicar o ano 2020 ao ecumenismo e diálogo inter-religioso. A escolha de tais temas se insere no caminho de preparação para as celebrações do quinto centenário de evangelização do país do sudeste asiático, no próximo ano.

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“Não podemos negar que há muito a ser feito nestes âmbitos, tão importantes para todos”, lê-se num editorial publicado na página web da Conferência Episcopal Filipina. Todavia, “apesar das diferenças e até mesmo dos conflitos não somente sobre opiniões, mas também sobre aspectos mais importantes da fé”, os prelados filipinos se dizem firmemente convictos da importância de “aprender a crescer numa unidade que se caracteriza não apenas pelo respeito recíproco, mas também por aquele verdadeiro amor que vem de Deus”.

Diálogo construtivo como caminho para a paz e a unidade

Daí, a ênfase do “diálogo construtivo e significativo como caminho para a paz e para a unidade”, que pode ser alcançada somente a partir da presença do amor de Deus, “um amor que chega a amar os inimigos e a ser dispostos a sofrer e até mesmo morrer pelos outros”.

“Se não sentirmos esse tipo de amor – alertam os bispos –, realmente não poderemos ir longe no diálogo com aqueles com os quais temos visões e condições de vida diferentes.”

Outro ponto essencial evidenciado pela Igreja filipina é o de “desconfiar da tendência a permanecer somente no plano do anúncio e do conhecimento da verdade” evangélica “sem vivê-la realmente” na cotidianidade, do contrário, “um bom diálogo” com o próximo jamais será possível.

Nove anos para a evangelização

Vale recordar que em vista das celebrações de 2021 a Igreja em Manila lançou, em 2013, um caminho de preparação espiritual intitulado “Nove anos para a evangelização”, cada um dedicado a um tema específico.

Entre 2013 e 2014 se refletiu sobre a formação integral para a fé e sobre o papel dos leigos, entendidos como “agentes de evangelização”. O ano 2015 foi dedicado aos pobres; já em 2016 se aprofundou a união entre Eucaristia e família, também em coincidência com o Congresso Eucarístico Internacional realizado em Cebu em janeiro daquele ano.

A fim de que todo batizado se torne discípulo missionário

2017 foi o Ano da paróquia; 2018 o Ano dos sacerdotes; em 2019 os protagonistas foram os jovens, também à luz dos resultados do Sínodo dos Bispos a eles dedicado, realizado no Vaticano em outubro de 2018.

Agora, 2020 dedicado ao ecumenismo e ao diálogo inter-religioso para promover “os grandes valores da paz e da harmonia”, sobretudo nas áreas de conflito. Por fim, 2021 será reservado à “missio ad gentes”, a fim de que cada fiel seja encorajado a “tornar-se missionário”.

29 janeiro 2020, 13:29