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Terra Santa. Cerimônia pela relíquia da Sagrada Manjedoura doada pelo Papa

“Diante de nós temos um fragmento enriquecido porque acariciado pelas mãos tenras de Maria, as mãos calejadas de José e roçado pelas mãos minúsculas do recém-nascido divino. Que o retorno a Belém deste lenho sagrado possa suscitar em nós o desejo profundo de ser portadores de Deus. Agora é nosso coração a ser manjedoura: berço sagrado do Deus feito homem”, ressalta o delegado apostólico em Jerusalém e Palestina, dom Leopoldo Girelli

Cidade do Vaticano

A Basílica da Natividade em Belém, na Terra Santa, teve uma cerimônia religiosa especial este ano, no primeiro domingo do Advento (01/12): tendo partido no sábado do Centro Notre-Dame de Jerusalém e sido guiada pelo custódio da Terra Santa, Pe. Frei Francesco Patton, a procissão chegou à Basílica, com a qual foi celebrado o retorno a Belém, após 1400 anos, da relíquia da Sagrada Manjedoura doada pelo Papa Francisco.

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Após acender a primeira vela do Advento com a chama proveniente das lanternas da Capela da Manjedoura, o fragmento foi colocado numa teca conservada na adjacente igreja de Santa Catarina.

Lugar simples, humilde, capaz de acolher Jesus

“A manjedoura nos recorda aquilo que deveria ser o coração de todo cristão, ou seja, um lugar simples, humilde, capaz de acolher Jesus”, afirmou Frei Patton.

“As celebrações tiveram início na sexta-feira (29/11) com a liturgia eucarística na capela de Nossa Senhora da Paz, presidida pelo núncio apostólico em Israel e Chipre, bem como delegado apostólico em Jerusalém e Palestina, o arcebispo Leopoldo Girelli.”

Ao receber esse dom “a nossa alegria não pode ser superficial, mas deve ser profunda”, ressaltou o núncio apostólico durante a homilia.

Coração-manjedoura: berço sagrado do Deus feito homem

“A relíquia de madeira dirige nosso olhar para o Calvário, indicando unidade entre o mistério pascal e o Natal. O amor de Deus pela história dos homens passa pela madeira, que se apresenta quer como lenho da cruz, quer como lenho da manjedoura. Diante de nós temos um fragmento enriquecido porque acariciado pelas mãos tenras de Maria, as mãos calejadas de José e roçado pelas mãos minúsculas do recém-nascido divino. Que o retorno a Belém deste lenho sagrado possa suscitar em nós o desejo profundo de ser portadores de Deus. Agora é nosso coração a ser manjedoura: berço sagrado do Deus feito homem”, disse dom Girelli.

Acolher o mistério que mudou o curso da história

Durante a cerimônia, segundo reporta o site da Custódia, o núncio apostólico leu uma mensagem do cardeal Stanisław Ryłko, arcipreste da basílica papal de Santa Maria Maior em Roma, onde a relíquia era custodiada (por isso chamada “Belém de Roma”), na qual, além de reconstruir historicamente a importância do fragmento, se ressalta que Francisco acompanha este dom “com a sua bênção e com o veemente auspício” de que a veneração permita aos fiéis “acolher com renovado fervor de fé e de amor o mistério que mudou o curso da história”.

Fragmento da manjedoura represente a Igreja “em saída”

Ao término da missa, após a firme intenção expressa por Frei Patton de custodiar o fragmento e fazer também de modo que ele “represente a Igreja “em saída” e leve a alegria do Evangelho entre as comunidades cristãs da Terra Senta para reavivar a fé em Jesus”, os fiéis presentes tiveram a oportunidade de poder venerar a relíquia.

Em seguida, após a assinatura verbal da entrega, teve lugar a procissão conclusiva das celebrações em direção até a igreja de São Salvador, próximo do homônimo convento franciscano, na qual se realizaram as vésperas solenes que recordam, propriamente em 29 de novembro, todos os santos da ordem seráfica e a aprovação da regra.

(L'Osservatore Romano)

03 dezembro 2019, 11:56