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Homenagem a P. Vítor Melícias Lopes / Agência Ecclesia Homenagem a P. Vítor Melícias Lopes / Agência Ecclesia  

Portugal/Educação: “O Estado não pode discriminar”

Padre Vítor Melícias Lopes, sacerdote franciscano, homenageado com a Medalha de Ouro da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo, da qual foi fundador e presidente.

Domingos Pinto – Lisboa

“Obviamente que eu assumo esta homenagem, esta Medalha de Ouro, não por mim, pelos méritos que não tenho, mas para aquelas pessoas que nos acompanharam naquele momento e sobretudo as que ao longo de 40 anos e até aos dias de hoje têm mantido sempre viver este ideal, esta causa”.

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Palavras do Padre Vítor Melícias Lopes à VATICAN NEWS à margem da sessão solene presidida pelo Presidente da República no passado dia 27 de novembro, no Salão Nobre Academia das Ciências, em Lisboa, onde recebeu a Medalha de Ouro do Ensino Privado.

Uma iniciativa da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo no âmbito da entrega do 9.ª Edição do Prémio Padre Nuno Burguete que homenageia os Educadores das escolas associadas com mais de 25 anos de serviço no Ensino Particular e Cooperativo.

O Galardão AEEP 2019 foi atribuído desta vez aos Estabelecimentos de Ensino associados que este ano perfizeram 25, 50 e 75 anos de fundação, tendo os seis galardões sido entregues aos representantes das instituições.

Na ocasião o Chefe de Estado falou da “devoção à liberdade” e do percurso de vida do padre Vítor Melícias, “um amigo de mais de meio século, imparável em ideias e em obras, fraternal na sua proximidade a todos os demais, caloroso na compreensão e na doação”.

"Os tempos mudam, as situações mudam, mas a paixão permanece. E é tão forte, tão forte, que se defronta com problemas do dia a dia, dificuldades de recursos, obstáculos administrativos, incompreensões de momento, mas tudo isso se supera", disse Marcelo Rebelo de Sousa no contexto da educação em Portugal.

"Nos vossos casos, tudo isso foi superado. Pena temos nós de alguns outros casos ou algumas outras situações em que não podemos dizer exatamente o mesmo. Porque essas instituições e os seus professores e educadores não puderam prosseguir, ao longo de décadas, mais ou menos longínquas, ou anos mais ou menos recentes, o desempenho da sua missão coletiva. E é uma pena", lamentou.

Já o padre Vítor Melícias, que foi diretor do Externato da Luz na década de 1970 e, nessa qualidade, assumiu a direção da AEEP em 1974, sublinhou que "o momento político que vivemos não é particularmente favorável à liberdade familiar e institucional de ensinar”, preocupações reafirmadas também ao Portal da Santa Sé considerando que “o Estado não pode discriminar”.

O sacerdote realça ainda o contributo do Pontificado de Francisco no contexto da educação, um papa que “agora estabelece um encontro, digamos assim, para um compromisso e um pacto para a educação, sobretudo nas grandes vertentes que se tornam cada vez mais urgentes na integração do ser humano”.

03 dezembro 2019, 12:18