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"Perdão Celestino" poderá ser declarado Patrimônio cultural e imaterial da UNESCO

“O Perdão" foi oficialmente inscrito como candidato para ser inserido na Lista representativa do Patrimônio cultural imaterial da UNESCO. O nome deriva da Bula do Perdão, por meio da qual o Papa Celestino V, em 1294, concedeu indulgência plenária a qualquer pessoa que, tendo confessado e comungado, passasse pela Porta Santa da Basílica de Santa Maria di Collemaggio.

Luca Collodi - Cidade do Vaticano

Durante a reunião anual do Comitê Intergovernamental da UNESCO realizada em Bogotá (Colômbia) nos dias passados, foi dado parecer favorável à candidatura - apoiada pelo município de L'Aquila, pelo Comitê do Perdão Celestiniano, em colaboração com os grupos e associações de fiéis locais - apresentada pela Itália com a coordenação técnico-científica do Escritório da UNESCO do Ministério para os bens e as atividades culturais.

O Perdão Celestino

 

Sua celebração - afirma a declaração da UNESCO - reforça a comunicação e as relações entre as gerações, criando um intenso envolvimento emocional e cultural.

O Caminho do Perdão, a Procissão histórica da Bula e a passagem pela Porta Santa da Basílica de Collemaggio, representam três momentos significativos do Perdão: simbolizam os valores de solidariedade para todos aqueles que deles participam e são testemunhos da importância do patrimônio cultural para a sociedade civil, especialmente para os jovens. Constitui um símbolo de reconciliação e integração social. Recorda o ato de perdão entre as comunidades locais e promove nelas os valores da partilha, hospitalidade e fraternidade. Também diante das emergências naturais e em favor do desenvolvimento sustentável dos territórios.

Papa Celestino V

 

O arcebispo de L'Aquila, cardeal Giuseppe Petrocchi,  explicou à Rádio Vaticano Italia que esta formidável intuição de Celestino V que gerou essa celebração religiosa e civil, tem um significado universal: isto é, se aplica a todos e a cada um. O tema do perdão, não tem somente tem uma dimensão espiritual, mas também cultural e social. O perdão é uma chave necessária para abrir a porta da paz: em nível comunitário e pessoal".

"Somente o amor, capaz de ir além da trincheira do rancor e da oposição, pode superar a lógica do conflito, abrindo horizontes de diálogo construtivo e de acordos convergentes, ricos de verdade e bem abertos a Deus”.

18 dezembro 2019, 07:38