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Burkina Fasso: inaugurada sede da Comissão Episcopal Justiça e Paz

“Quem quer a paz, cultiva a justiça” é o lema da CJP-Burkina, cuja missão é defender os direitos humanos dos mais fracos, dos oprimidos e dos excluídos. Como afirmado por dom Kaboré, a paz não é tarefa de um dia, mas um compromisso de longa duração. Por isso, a Comissão reitera a importância de se trabalhar “responsavelmente” em sinergia com outras instituições engajadas

Cidade do Vaticano

Tijolos de barro vermelhos e estruturas metálicas leves, de cor clara: assim se apresenta a nova sede da Comissão Episcopal para a Justiça e a Paz de Burkina Fasso (CJP-Burkina), inaugurada na terça-feira (03/12) em Uagadugu, capital do país do oeste da África.

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Doações da organização católica alemã Misereor

O novo edifício, construído também graças aos financiamentos da Ong católica alemã “Misereor”, foi abençoado pelo presidente da CJP, dom Alexandre Yikyi Bazié. Estiveram presentes na cerimônia, entre outros, o embaixador da Alemanha junto a Burkina Fasso, Ingo Herbert, e o presidente emérito da CJP, dom Thomas Kaboré.

A nova estrutura foi pensada justamente para garantir sombra e, por conseguinte, temperaturas agradáveis, mesmo nas horas mais quentes do dia. É por este motivo que foi realizada em tijolos de barro. Daí, os votos, expressos pelos representantes da “Misereor” presentes no evento, de se promover outras construções com materiais locais, que respeitem o ambiente e sejam confortáveis para a população.

Defender direitos humanos dos mais fracos e oprimidos

“Quem quer a paz, cultiva a justiça” é o lema da CJP-Burkina, cuja missão é defender os direitos humanos dos mais fracos, dos oprimidos e dos excluídos.

Como afirmado por dom Kaboré, a paz não é tarefa de um dia, mas um compromisso de longa duração. Por isso, a Comissão reitera a importância de se trabalhar “responsavelmente” em sinergia com outras instituições engajadas no mesmo setor.

Igreja deve ser constantemente vigilante

“Não pretendemos ser os únicos a trabalhar pela construção de um mundo justo e pacífico, mas queremos juntos revitalizar este processo, porque hoje Burkina Fasso precisa disso mais do que nunca”, reiterou o presidente da CJP.

“O papel da Igreja neste âmbito é bastante delicado. Ela deve ser constantemente vigilante para respeitar fielmente a natureza da sua missão específica”, acrescentou o prelado.

Educar para a verdade e a paz

Nesta ótica, dom Bazié levantou a hipótese da instituição de um observatório eclesial para a prevenção e a gestão dos conflitos e de um laboratório científico para a educação à verdade e à paz.

Por fim, vale destacar que durante a cerimônia de inauguração foi observado um minuto de silêncio em memória das 14 pessoas mortas no domingo, 1º de dezembro, no atentado a uma igreja protestante de Hantoukoura, ao leste de Burkina Fasso.

04 dezembro 2019, 13:30