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Sudão do Sul. Bispos aos políticos: lembrem do apelo do Papa de joelhos pela paz

Os bispos sul-sudaneses aludem ao gesto profético do Papa Francisco, em 11 de abril passado, na conclusão do retiro espiritual dos líderes políticos do Sudão do Sul, realizado na Casa Santa Marta, no Vaticano, no qual o Santo Padre se ajoelhou diante deles lançando um apelo em favor do futuro do novo governo que deveria nascer em 12 de maio, beijando os pés do Presidente da República Salva Kiir Mayardit, e dos vice-presidentes designados presentes

Cidade do Vaticano

“A nossa esperança é que os nossos líderes políticos no Sudão do Sul, do governo e da oposição, cuja maioria é de cristãos, considerem o apelo e o extraordinário gesto do Santo Padre que os implorou que levassem a paz a seus irmãos no Sudão do Sul.”

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É o que afirmam os bispos do Sudão e do Sudão do Sul em sua mensagem lida ao término da missa de 1º novembro em todas as igrejas sul-sudanesas.

Gesto profético do Papa Francisco em favor da paz

Em 11 de abril, na conclusão do retiro espiritual dos líderes políticos do Sudão do Sul, realizado na Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco se ajoelhou diante deles lançando um apelo em favor do futuro do novo governo que devia nascer em 12 de maio, beijando os pés do Presidente da República Salva Kiir Mayardit, e dos vice-presidentes designados presentes, entre os quais Riek Machar e Rebeca Nyandeng De Mabior.

Porém, a formação do novo governo de unidade nacional foi adiada reiteradas vezes: agora a data limite é 12 de novembro, mas o Presidente Salva Kiir acena a formação de um executivo sem a presença de Riek Machar.

Temor de uma retomada da guerra civil no país

Se assim for, se teme fortemente a retomada da guerra civil, num país extenuado com as dramáticas consequências do conflito deflagrado em dezembro de 2013, às quais se somam os danos das inundações que atingiram vastas áreas do Sudão do Sul.

Em sua mensagem os bispos afirmam: “Vimos as feridas e a miséria do nosso povo nos campos para os deslocados situados em nossos dois países e nos campos para os refugiados nos países vizinhos. Sentimos e partilhamos as insuportáveis condições econômicas do nosso povo no Sudão e no Sudão do Sul”.

Na origem do conflito, a ganância de poder e de riqueza

No documento, recebido pela agência missionária Fides, se ressalta que as raízes do conflito devem ser buscadas na ganância de poder e de riqueza, que por sua vez se serve das divisões étnicas e tribais para instigar as populações a combater, umas por um lado e outras por outro.

Os bispos concluem com um apelo à unidade a fim de enfrentar juntos as adversidades e partilhar os parcos recursos em favor de todos.

(Fides)

06 novembro 2019, 14:15