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Bispos de Porto Rico: "Precisamos de políticos que trabalhem para o povo"

Os bispos de Porto Rico dirigiram uma mensagem ao país sobre a situação atual da ilha: “As graves agitações do país, da violência nas ruas à crise de governo, mostra a situação em que vivemos”

Cidade do Vaticano

"As graves agitações do país, da violência nas ruas à crise de governo, mostra a situação em que vivemos… Apesar de ser um caminho com muitas dificuldades, temos a oportunidade de construir um país com dignidade de acordo com os valores da nossa cultura e da nossa fé”. Assim inicia a mensagem dos Bispos de Porto Rico que, reunidos em Assembleia Ordinária, refletiram sobre a situação sócio-política e eclesial do país.

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Migração divide famílias

No documento os bispos recordam os temas propostos pela Assembleia Pastoral Nacional de 2015: família, juventude, educação, saúde e pobreza. Tais temas se apresentam atualmente como um trabalho urgente para toda a sociedade. “Existem novos fatores que prejudicam, e requerem uma intervenção urgente segundo a nossa análise: a migração que divide famílias, a gestão econômica do país e a falta de programas governamentais para todos estes problemas sociais, escrevem os bispos.

“Depois de uma mobilização nacional, capaz de mostrar o caráter democrático da população" - em julho deste ano - temos que estimular as lideranças do nosso povo e as instituições a desenvolverem um projeto nacional de desenvolvimento integral”. “Precisamos de líderes políticos que trabalhem de modo coerente e para o povo”, escrevem no ponto 10 do documento.

Status de Porto Rico

Sobre o status de Porto Rico, os bispos escrevem: "É necessário um consenso e um processo genuíno. Precisa-se de uma autêntica revolução moral, porque falta confiança e transparência”.

Por fim, com relação à falta de ajuda para os pobres e as pessoas sem teto por causa do furacão Irma e María, os bispos pedem uma solução definitiva: “A indolência e a corrupção de alguns funcionários entre as autoridades, ainda hoje desencoraja a comunidade, principalmente os mais pobres”, escrevem denunciando as causas pelas quais “adiaram” a intervenção de ajuda aos mais atingidos por este fenômeno.

O texto conclui com um convite à oração: “Como fiéis, rezamos todos ao Senhor, como Igreja rezamos para que as autoridade possam governar e dar paz e serenidade ao nosso povo”.

O documento foi assinado em 6 de novembro por todos os bispos da Conferência Episcopal.

Fonte: Agência Fides

 

11 novembro 2019, 12:31